Petróleo sobe 12% nos EUA após guerra no Estreito de Ormuz interromper fluxo de petróleo
Os contratos futuros do petróleo nos EUA subiram mais de 12% na sexta-feira em resposta à guerra entre o Irã e forças dos EUA e Israel que interrompeu a passagem pelo Estreito de Ormuz. A alta foi liderada pelos contratos futuros do WTI, que terminaram a US$ 90,90 por barril. Cerca de 140 milhões de barris não podem chegar ao mercado em decorrência da guerra no Oriente Médio
Petróleo sobe mais de 12% nos EUA, mas ainda está abaixo da cotação internacional do Brent. A alta é motivada pela busca por barris alternativos em meio à guerra dos EUA e Israel contra o Irã que interrompeu a passagem pelo Estreito de Ormuz.
Os contratos futuros do petróleo negociados nos Estados Unidos subiram mais de 12% na sexta-feira, mas permaneceram abaixo da cotação internacional do Brent. Isso ocorreu porque os compradores buscaram barris disponíveis, com a oferta limitada pelo fechamento efetivo do Estreito de Ormuz.
A alta foi liderada pelos contratos futuros do petróleo bruto West Texas Intermediate (WTI), que terminou a US$ 90,90 por barril, um aumento de US$ 9,89 ou 12,21% em relação à sexta-feira. Já os contratos futuros do Brent fecharam a US$ 92,69 por barril com alta de US$ 7,28 ou 8,52%.
A guerra entre o Irã e as forças dos EUA e Israel que iniciou no último sábado interrompeu a passagem pelo Estreito de Ormuz. Isso fez com que cerca de 140 milhões de barris de petróleo não pudessem chegar ao mercado, equivalente a aproximadamente um dia da demanda global.
O conflito se espalhou pelas principais áreas produtoras do Oriente Médio interrompendo produção e forçando o fechamento das refinarias. O ministro de energia do Catar disse que espera que todos os produtores de petróleo no Golfo Pérsico encerrem as exportações dentro de semanas, medida que poderia levar a um aumento da cotação para US$ 150 por barril.
"O pior cenário possível está se desenvolvendo diante dos nossos olhos", disse John Kilduff, sócio da Again Capital. "Acho que todas as previsões de US$100 por barril estão prestes a serem concretizadas.