Previsões Econômicas: Banco Central projeta inflação em 4,36% para este ano
O Banco Central divulgou seu Boletim Focus semanal, atualizando as previsões para a inflação oficial em 4,36% este ano. A alta nos custos de transportes e educação influenciaram os preços no mês passado. O PIB é projetado para crescer 1,85% este ano e 2% nos próximos dois anos
O Banco Central divulgou hoje (6) sua Boletim Focus semanal com as previsões das instituições financeiras para os principais indicadores econômicos do país. A estimativa da inflação oficial este ano passou de 4,31% para 4,36%, permanecendo dentro do intervalo estabelecido pela meta que o BC deve perseguir.
A alta dos preços em fevereiro foi influenciada pelo aumento nos custos com transportes e educação. Apesar disso, a inflação acumulada em 12 meses recuou para 3,81%, abaixo do patamar de 4% pela primeira vez desde maio de 2024.
A projeção da inflação subiu também para o ano que vem: passará de 3,84% para 3,85%. Em relação a anos futuros, as estimativas são de 3,6% e 3,5%, respectivamente em 2028 e 2029.
O Banco Central utiliza como principal instrumento na busca pela meta inflacionária a taxa básica de juros (Selic), que está atualmente fixada em 14,75%. A última redução foi um corte de 0,25 ponto percentual. Antes do conflito no Oriente Médio ganhar intensidade, havia expectativa de uma queda mais significativa.
A próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) para definir a Selic está marcada para os dias 28 e 29 de abril. A estimativa dos analistas é que a taxa básica chegue ao fim do ano em R$ 12,5%, permanecendo assim até o final de 2026.
Para anos futuros, as previsões são mais otimistas: a Selic deve ser reduzida para 10,5% e 10% no início dos próximos dois anos. Em janeiro de 2029, ela deve chegar a R$ 9,75%.
A taxa básica tem como função conter a demanda aquecida que causa reflexos nos preços quando é alta demais. Taxas mais altas também podem dificultar o crescimento econômico.
Os bancos ainda consideram outros fatores ao definir os juros cobrados dos consumidores, incluindo risco de inadimplência e despesas administrativas.
A redução da Selic tem como consequência um crédito mais barato para a produção e o consumo. Isso diminui o controle sobre a inflação e estimula atividade econômica.
O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) é projetado em 1,85% este ano, mantendo-se assim na edição atual do Boletim Focus. Em relação aos próximos anos, as previsões são de expansão em 2% para os dois primeiros anos.
Em setembro passado a economia brasileira cresceu 2,3%, com destaque para o crescimento da agropecuária. Este foi o quinto ano consecutivo de aumento do PIB e representa um resultado positivo geral dos diferentes setores econômicos.