Economia

Rodoviários do Rio de Janeiro seguem em greve após impasse sobre reajuste salarial em reunião

22 de Julho de 2026 às 18:05

Rodoviários do Rio de Janeiro mantêm estado de greve após reunião sem acordo entre Sintraturb-Rio e Rio Ônibus nesta quarta-feira (22). O impasse envolve a divergência entre o pedido de 12% de reajuste salarial e a oferta de 5%. O TRT-RJ definiu prazo de dez dias para defesas antes do julgamento sobre a abusividade da greve

Rodoviários do Rio de Janeiro seguem em greve após impasse sobre reajuste salarial em reunião
© TÂNIA RÊGO/AGÊNCIA BRASIL

A categoria dos rodoviários do município do Rio de Janeiro segue em estado de greve após a quinta reunião de conciliação entre o Sintraturb-Rio e o sindicato patronal, o Rio Ônibus, encerrar-se sem acordo nesta quarta-feira (22). O encontro ocorreu no Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-RJ).

O impasse financeiro centraliza-se na divergência sobre o reajuste salarial: enquanto os trabalhadores pleiteiam um aumento de 12%, as empresas mantêm a oferta de 5%. No quesito benefícios, o Rio Ônibus propôs elevar a cesta básica para aproximadamente R$ 700 mensais, representando um acréscimo de 6%. A proposta foi recusada pelo sindicato dos trabalhadores, que argumentou que, após os descontos, o valor líquido ficaria em torno de R$ 600, resultando em impacto insuficiente na renda da categoria.

Tramitação jurídica e julgamento

Diante da ausência de consenso, o magistrado estabeleceu um prazo simultâneo de dez dias para que as partes e a Prefeitura do Rio de Janeiro apresentem suas defesas. O cronograma processual segue as seguintes etapas:

  • Prazo de cinco dias para a apresentação de réplica;
  • Emissão de parecer pelo Ministério Público do Trabalho (MPT);
  • Distribuição dos autos a um desembargador relator;
  • Julgamento pela Seção Especializada em Dissídios Coletivos (Sedic).

O objetivo final dessa sequência jurídica é a decisão sobre a abusividade da greve.

Histórico e possibilidades de acordo

O movimento paredista teve início em 29 de junho, sendo suspenso em 2 de julho a pedido do TRT-RJ, momento em que a categoria passou a manter o estado de greve.

Apesar do encerramento da fase de conciliação, o desembargador Gustavo Alkmim afirmou que as negociações podem ser retomadas a qualquer momento, mediante solicitação no processo para a designação de nova audiência. A procuradora do MPT, Deborah da Silva Félix, também acompanhou a sessão e manifestou a expectativa de avanço no diálogo entre patrões e empregados.

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