Economia

Tarifa de importação sobe em até 7,2 pontos percentuais para mais de mil produtos no Brasil

26 de Fevereiro de 2026 às 09:02

O ministro Fernando Haddad apresentou medida que eleva imposto de importação em até 7,2 pontos percentuais para mais de mil produtos. A lista inclui smartphones e equipamentos industriais. O governo afirma que a medida protege indústria nacional e reforça receitas federais por R$ 14 bilhões anualmente

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, apresentou uma nova medida tributária na quarta-feira (25), elevando o imposto de importação sobre mais de mil produtos. A lista inclui smartphones e equipamentos industriais, que podem sofrer um aumento das tarifas em até 7,2 pontos percentuais.

Segundo Haddad, a maioria dos itens afetados é produzida no Brasil. Isso significa que cerca de 90% dos artigos listados são fabricados localmente, o que reduziria o impacto sobre os consumidores.

O governo justificou a medida como uma forma de proteger a indústria nacional e corrigir distorções do mercado interno. Além disso, a nova tarifa poderá reforçar as receitas federais em R$ 14 bilhões por ano.

A mudança visa ajudar o governo a cumprir sua meta fiscal de 2026: superávit primário de R$ 34,3 bilhões. A medida já entrou em vigor parcialmente e os novos percentuais passarão a valer a partir do mês de março.

Setores como máquinas industriais, equipamentos médicos e robôs também serão afetados pela tarifa mais alta. O governo argumenta que essa medida fortalecerá as indústrias instaladas no país.

A decisão gerou críticas da oposição e de setores empresariais, preocupados com possíveis aumentos nos custos e impacto nos preços dos produtos.

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