América Latina se reúne em Brasília para discutir criação de rede permanente pela alfabetização infantil
Lideranças governamentais de América Latina se reúnem em Brasília para discutir criação de rede permanente pela alfabetização na idade adequada, aos 7 anos. O Brasil apresentou seu modelo de enfrentamento a índices de analfabetismo com o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada (CNCA). A meta é ter pelo menos 80% dos alunos alfabetizados no fim do 2º ano do Ensino Fundamental até 2030
Lideranças governamentais da América Latina se reúnem em Brasília para discutir criação de rede permanente pela alfabetização na idade adequada, aos 7 anos.
Em um encontro internacional que reúne representantes de organizações da sociedade civil e acadêmicos, os ministros interino da Educação no Brasil e secretários-executivo Leonardo Barchini enfatizou a importância do direito à alfabetização para o desenvolvimento integral das crianças.
“O direito à alfabetização é um pilar estruturante do desenvolvimento integral de cada criança que vive no continente. É também um operário estruturante do desenvolvimento social e econômico sustentável e da construção de um futuro mais próspero, mais justo, mais equitativo e mais soberano para a América Latina.”
O Brasil apresentou seu modelo de enfrentamento aos índices de analfabetismo com o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada (CNCA), que envolve União, estados e municípios na busca pelo direito à alfabetização das crianças brasileiras até o fim do 2º ano do ensino fundamental.
Em 2024, o índice nacional de alfabetização de crianças avançou para 59,2%, ligeiramente abaixo da meta de 60% definida pelo CNCA. Para 2030, a meta é ter pelo menos 80% dos alunos alfabetizados no fim do 2º ano do EF.
O ministro interino também destacou o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) e como ele permite mensurar o nível da alfabetização em todo o país. Segundo Leonardo, a partir de avaliações como essa, é possível mapear as desigualdades na alfabetização.
Aos presentes no encontro internacional, os ministros interino enfatizaram que uma trajetória escolar qualificada amplia as possibilidades de vida adulta mais digna e saudável. “A alfabetização na idade certa é um instrumento poderoso de superação das desigualdades e fortalecimento da democracia.”
Os países latino-americanos apresentaram suas experiências em avanços relacionados à alfabetização, como a criação do Plano da Jurisdição da Alfabetização na Argentina e o foco na diversidade linguística no México.
O Peru destacou os avanços decorrentes do uso de avaliações censitárias e solução de problemas de saúde e violência escolar. Já o Uruguai enfatizou a necessidade de melhorar as políticas educacionais para alcançar igualdade na alfabetização.
O evento internacional também abordou a importância da alfabetização digital, destacando que os professores e alunos precisam estar preparados com habilidades digitais ao longo da vida.