CNJ investiga desembargador que absolveu estuprador de 12 anos
CNJ recebe pedido de investigação contra desembargador que absolveu estuprador. A Advocacia-Geral da União (AGU) argumenta que decisão violou princípios constitucionais e do Estatuto da Criança e Adolescente. Desembargador reverteu sentença minutos antes de denúncia ser feita, condenando homem a prisão
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) recebeu um pedido de investigação da Advocacia-Geral da União (AGU) e do Ministério das Mulheres sobre as condutas do desembargador Magid Nauef Láuar, que atua no Tribunal de Justiça de Minas Gerais. A denúncia se refere a uma decisão em que o magistrado absolveu um homem acusado de estupro de vulnerável contra uma adolescente de 12 anos e condenou apenas a mãe da menina por ter sido "conivente" com o crime.
A AGU argumenta que essa decisão viola os princípios constitucionais e do Estatuto da Criança e Adolescente (ECA), pois desconsidera as vítimas de estupro, especialmente aquelas em situações de vulnerabilidade. No entanto, um recuo importante ocorreu minutos antes dessa denúncia ser feita: o próprio desembargador Magid Nauef Láuar proferiu uma decisão individual que reverteu a sua anterior sentença e restabeleceu a condenação do homem e da mãe da adolescente. Além disso, determinou também a prisão dos acusados.
Esse caso chama atenção para o tratamento dado às vítimas de estupro em nosso sistema jurídico. A decisão original do desembargador Magid Nauef Láuar gerou uma grande repercussão e levantou questionamentos sobre a justiça ser aplicada igualmente à todos, independentemente da gravidade das violações cometidas.
A AGU e o Ministério das Mulheres estão agora buscando que o CNJ investigue essa conduta do desembargador. Essa demanda visa garantir que as decisões judiciais sejam justas e respeitem os direitos das vítimas de estupro, especialmente aquelas em situações de vulnerabilidade.
O caso ainda está sob análise no CNJ, mas já desperta uma reflexão importante sobre como o sistema jurídico pode melhorar para proteger as vítimas desses crimes e aplicar a justiça com rigor.