Justiça

Juíza Revoga Prisão Preventiva da Advogada e Influenciadora Argentina Acusada de Ofensas Racistas no Rio

09 de Fevereiro de 2026 às 06:30

Justiça do Rio revogou prisão preventiva da advogada e influenciadora argentina Agostina Paez, acusada de cometer ofensas racistas contra funcionários de um bar em Ipanema. Ela havia sido presa na delegacia da Vargem Pequena após cumprimento do mandado expedido pela 37ª Varinha Criminal. A decisão é inédita na Justiça do Rio, considerando o crime cometido

Justiça do Rio Revoga Prisão Preventiva da Advogada e Influencer Argentina Agostina Paez

A Justiça do Rio de Janeiro tomou uma decisão inédita na tarde desta sexta-feira (6), revogando a prisão preventiva da advogada e influenciadora argentina, Agostina Paez. A jovem havia sido acusada de cometer ofensas racistas contra quatro funcionários de um bar em Ipanema no dia 14 de janeiro.

Agostina foi presa pela manhã na delegacia da Vargem Pequena, após a Polícia Civil cumprir o mandado expedido pela 37ª Varinha Criminal. Ela havia sido localizada em um apartamento alugado na região e estava usando uma tornozeleira eletrônica, medida determinada anteriormente.

O crime de injúria racial foi registrado após a vítima apresentar denúncia à delegacia e relatar ter sofrido xingamentos racistas durante discussão sobre pagamento da conta do estabelecimento. As condutas criminosas foram registradas em vídeo pela própria vítima e confirmadas com análise das imagens de câmeras de segurança.

A Polícia Civil ouviu testemunhas e reuniu elementos probatórios para esclarecer a dinâmica dos fatos. A Justiça havia proibido Agostina de deixar o país, retido seu passaporte e determinado o uso da tornozeleira eletrônica.

No entanto, em uma publicação no Instagram na quinta-feira (5), a jovem relatou ter recebido notificação da prisão preventiva por perigo de fuga. Ela disse estar usando a tornozeleira e à disposição da polícia, afirmando-se "desesperada" e "morta de medo". Agostina argumentava que os gestos haviam sido meras brincadeiras dirigidas às amigas.

A decisão de revogar a prisão preventiva é uma medida inédita na Justiça do Rio, considerando o crime cometido. O artigo 2º-A da Lei nº 7.716/89 prevê pena de dois a cinco anos para injúria racial.
Com informações de Agência Brasil - Justiça

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