Justiça do Rio converte em prisão preventiva casal suspeito de comercializar medicamentos de alto custo
Justiça do Rio de Janeiro converteu em prisão preventiva a detenção de um estudante de direito e uma enfermeira suspeitos de roubar e vender medicamentos de alto custo. Foram apreendidos insumos como quimioterápicos e morfina sem registro na Anvisa. O casal é investigado por distribuição de fármacos irregulares e participação em organização criminosa

A Justiça do Rio de Janeiro converteu em prisão preventiva a detenção de um casal suspeito de roubar e comercializar medicamentos de alto custo, com foco em fármacos oncológicos. O estudante de direito Guilherme Silva Lopes de Sena e a enfermeira Fernanda Rodrigues de França foram detidos em flagrante na terça-feira (21), tendo a medida cautelar ratificada em audiência de custódia na quinta-feira (20).
Riscos à saúde e irregularidades
As investigações revelaram que os produtos apreendidos não possuíam eficácia terapêutica e apresentavam lotes inexistentes nos registros dos fabricantes, o que comprometia a vida dos pacientes. Durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão em endereços vinculados aos investigados, as autoridades localizaram um volume expressivo de insumos hospitalares de alto valor comercial, incluindo:
- Quimioterápicos e insulina;
- Morfina e anestésicos de uso controlado;
- Antibióticos e outros materiais hospitalares.
Os detidos não possuíam autorização legal ou documentação fiscal para o armazenamento de tais substâncias.
Enquadramento criminal
O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro fundamentou o pedido de prisão com base no crime de distribuição e venda de produto farmacêutico sem registro na Anvisa.
A promotoria também solicitou a inclusão do crime de organização criminosa, sob a justificativa de que há evidências de que o casal atuava de forma integrada com um grupo especializado no roubo e no escoamento de cargas de medicamentos.