Kassio Nunes Marques relata representação do PL sobre rede de perfis que ataca Flávio Bolsonaro
O ministro Kassio Nunes Marques, presidente do TSE, relata representação do PL sobre rede de perfis na Meta que teria investido R$ 200 mil para atacar Flávio Bolsonaro, Tarcísio de Freitas e Jorginho Mello. O partido solicita a remoção de mais de 20 mil contas e a quebra de sigilo para identificar os responsáveis
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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, assumiu a relatoria de uma representação movida pelo Partido Liberal (PL) para investigar a existência de uma rede de perfis nas plataformas da Meta supostamente financiados para atacar o senador Flávio Bolsonaro.
Nesta segunda-feira (20), o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador de campanha do pré-candidato, e a coordenadora jurídica da legenda, Maria Cláudia Bucchianeri, estiveram no tribunal em agenda com o ministro. O processo tramita sob segredo de justiça devido à natureza da investigação.
Detalhes do esquema de desinformação
A equipe de campanha relatou que a irregularidade foi detectada fortuitamente durante o monitoramento de anúncios pagos. A atenção dos integrantes foi chamada por perfis recém-criados e com baixo número de seguidores que realizavam contratações de publicidade na ordem de R$ 200 mil.
De acordo com Rogério Marinho, a operação envolveria mais de 20 mil perfis, alguns dos quais teriam sido criados e financiados no exterior. Além de Flávio Bolsonaro, a rede de ataques teria como alvos os governadores Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) e Jorginho Mello (PL-SC).
Pedidos judiciais e providências
A liminar protocolada pelo PL solicita as seguintes medidas:
- Investigação aprofundada do esquema;
- Remoção imediata dos perfis do ar;
- Quebra de sigilo para identificação dos responsáveis.
A ação fundamenta-se na proibição do TSE quanto ao impulsionamento de conteúdos de ataque a candidatos, regra válida inclusive para o período que antecede o início oficial da campanha eleitoral.
Marinho afirmou que o ministro Nunes Marques se comprometeu a decidir com celeridade, justificando que a rapidez é essencial pois os perfis são deletados com frequência. Cabe agora ao presidente do TSE definir se a investigação será conduzida pela Polícia Federal, pelo Ministério Público Federal ou por outra instituição.
Vale ressaltar que, independentemente do sorteio de relatoria, Nunes Marques seria o responsável pelo atendimento à equipe de Flávio Bolsonaro em razão do recesso judiciário, período em que o presidente de plantão assume a gestão de casos urgentes enquanto prazos e audiências permanecem suspensos.