Justiça

Ministro André Mendonça afirma que homologação de delações depende de acordos sérios e efetivos

08 de Maio de 2026 às 06:05

O ministro André Mendonça, do STF, afirmou que a homologação de colaborações premiadas requer acordos sérios e efetivos. O magistrado negou ter sinalizado a rejeição da delação de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e informou que ainda não acessou o material. Vorcaro está preso por ordem de Mendonça em razão de fraudes financeiras e intimidação de testemunhas

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), defendeu que a homologação de colaborações premiadas depende de que os acordos sejam sérios e efetivos. A manifestação, divulgada pelo gabinete do magistrado nesta quinta-feira (7), ocorre após a divulgação de que o ministro teria sinalizado aos advogados de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, a intenção de não validar a proposta de delação entregue ontem à Polícia Federal (PF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR).

Mendonça esclareceu que ainda não teve acesso ao conteúdo do material apresentado pela defesa do banqueiro aos órgãos de investigação, negando qualquer afirmação em sentido contrário. O ministro reiterou que as apurações sobre o caso Master continuarão independentemente da existência de delações, tratando a colaboração premiada como um direito de defesa do investigado.

Daniel Vorcaro encontra-se detido na superintendência da PF em Brasília. Sua prisão ocorreu em 4 de março, durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, que apura fraudes financeiras no Banco Master e a tentativa de aquisição da instituição pelo Banco Regional de Brasília (BRB), vinculado ao Governo do Distrito Federal.

A custódia do banqueiro foi determinada por André Mendonça após a PF apresentar novos dados indicando que Vorcaro teria ordenado a intimidação de empresários, ex-funcionários e jornalistas, além de ter obtido acesso antecipado a informações do inquérito.

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