Justiça

PF faz busca e apreensão em gabinete de desembargador acusado por estupro

28 de Fevereiro de 2026 às 14:03

Polícia Federal realizou busca e apreensão em gabinete do desembargador Magid Nauef Láuar no TJMG, na sexta-feira passada. A operação foi acompanhada por integrantes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para coletar objetos e documentos pertencentes ao magistrado. O desembargador permanece afastado até a conclusão das investigações

Polícia Federal faz buscas no gabinete do desembargador Magid Nauef Láuar e apreende objetos em sede do TJMG.

A Polícia Federal (PF) realizou uma operação de busca e apreensão na sexta-feira passada, 27, no gabinete do desembargador Magid Nauef Láuar, na Sede do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), em Belo Horizonte. Os policiais federais estiveram acompanhados por integrantes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e realizaram a coleta de objetos, equipamentos e documentos pertencentes ao magistrado.

A decisão da PF foi tomada após uma série de denúncias contra Láuar. O desembargador havia absolver um homem acusado de estupro de vulnerável em novembro passado, afirmando que o relacionamento entre o réu e a vítima era consensual.

A decisão causou reação forte da opinião pública, defensores dos direitos humanos e órgãos como o Ministério das Mulheres. O Ministério Público (MP) recorreu à absolvição do desembargador, buscando restabelecer a condenação de primeira instância tanto para o homem acusado de estupro quanto para a mãe da vítima.

Em seguida, Láuar reformulou sua decisão e manteve a condenação dos dois. No entanto, essa atitude não foi suficiente para aplacar as críticas. Pessoas que afirmam ter sido molestadas sexualmente pelo desembargador decidiram denunciá-lo.

Uma advogada que preferiu manter sua identidade em sigilo revelou que Láuar a assediou e beijou à força quando ela era estagiária, no fim dos anos 90. Além disso, um parente do magistrado relatou ter sido tentado violentar por ele.

O CNJ instaurou uma investigação inicial para apurar os fatos e identificar eventuais delitos cometidos pelo desembargador durante seu período como juiz em Minas Gerais. O TJMG também recebeu representações contra Láuar e iniciou um procedimento administrativo para apurar suas faltas funcionais.

A Polícia Federal buscou, no gabinete do magistrado, objetos que podem ser usados na investigação. Agora o desembargador permanece afastado de suas funções até a conclusão das investigações.

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