Justiça

Policia Civil desmantela esquema criminoso que movimentou R$ 70 milhões com participação de servidores públicos

20 de Fevereiro de 2026 às 15:18

A Polícia Civil do Amazonas desmantelou um esquema criminoso com participação de servidores públicos e integrantes da facção Comando Vermelho, envolvendo tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. Foram presos 13 suspeitos em seis estados brasileiros. O grupo movimentou cerca de R$70 milhões desde 2018 por meio de empresas fantasmas no Amazonas e Pará

Operação Erga Omnes: Polícia Civil do Amazonas Desmantela Esquema Criminosa com Participação de Servidores Públicos e Integrantes da Facção Comando Vermelho

Em uma operação conjunta envolvendo ações policiais em pelo menos seis estados brasileiros, os investigadores da Polícia Civil do Amazonas prenderam 13 pessoas suspeitas de integrar um esquema criminoso que movimentou cerca de R$70 milhões desde 2018. O grupo é acusado de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, com a participação ativa de membros da facção criminosa Comando Vermelho (CV) e ocupantes de cargos públicos nos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.

A operação Erga Omnes começou em agosto do ano passado, após investigações que revelaram a colaboração entre traficantes e servidores públicos. Os policiais civis afirmam ter identificado transações financeiras de alto valor realizadas por esses suspeitos, com o objetivo de "lavar" dinheiro obtido com atividades criminosas.

O auxiliar judiciário do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM), Izaldir Moreno Barros, também foi preso em decorrência da operação. A Corte informou que está adotando as medidas cabíveis no âmbito administrativo e reafirmou seu compromisso com a legalidade, transparência e integridade do Poder Judiciário.

De acordo com o delegado Marcelo Martins, titular do 24º Distrito Integrado de Polícia (DIP), os suspeitos são investigados por formação de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, violação de sigilo funcional, além de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. O grupo também operou nos estados do Ceará, Maranhão, Minas Gerais, Pará, São Paulo e Piauí.

Os investigadores afirmam que as empresas utilizadas pelo esquema criminoso eram usadas para distribuir drogas em todo o território nacional. "As drogas eram adquiridas em Tabatinga e os valores transacionados por meio de empresas fantasmas do Amazonas e do Pará, para posterior distribuição em outros estados", explicou Martins.

A Polícia Civil também revelou que as investigações mostraram a participação ativa dos servidores públicos no esquema criminoso. "Essa colaboração ocorria tanto por meio de suporte logístico quanto pela facilitação do acesso à administração pública ou pelo fornecimento de informações sigilosas", afirmou o delegado.

A operação Erga Omnes é um exemplo da luta contra a corrupção e o crime organizado no Brasil. Com essa ação, os policiais civis do Amazonas mostraram sua determinação em combater esses problemas que afetam diretamente a sociedade brasileira.
Com informações de Agência Brasil

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