Presidente do TSE propõe criação de selo para premiar institutos de pesquisa com maior acurácia
O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, propôs a criação de um selo de acurácia eleitoral para premiar institutos de pesquisa com maior precisão. Dezesseis entidades têm até sexta-feira (17) para enviar contribuições sobre a minuta da proposta
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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, propôs a criação de um selo de acurácia eleitoral. A iniciativa visa premiar os institutos de pesquisa que apresentarem a maior precisão nos resultados das eleições, reconhecendo a relevância desses levantamentos no debate público e no engajamento do eleitorado brasileiro.
A proposta foi apresentada durante uma reunião no TSE, que contou com a participação de 16 entidades:
- Apex Partners
- AtlasIntel
- DataFolha
- Data Povo
- Data Tempo
- Direto ao Ponto
- Ipsos-Ipec
- Quaest
- MDA Pesquisa
- Ipespe
- Nexus
- Paraná Pesquisas
- Perfil
- Poderdata
- Real Time Big Data
- Vox Brasil
Prazo e critérios
Os institutos participantes têm até a próxima sexta-feira (17) para encaminhar contribuições sobre a minuta da proposta. De acordo com o ministro Nunes Marques, essas sugestões serão fundamentais para estabelecer os critérios técnicos que definirão os vencedores da premiação.
Contexto e disputas judiciais
A abertura desse canal de diálogo com as empresas de pesquisa ocorre após a interrupção, em junho, de um julgamento no colegiado de ministros. O processo analisa uma decisão individual de Nunes Marques que determinou a suspensão e a retirada de uma pesquisa do Instituto AtlasIntel.
O levantamento em questão, realizado em maio, indicava uma queda de cinco pontos nas intenções de voto do pré-candidato do PL, Flávio Bolsonaro. A oscilação ocorreu após a divulgação de um áudio no qual o senador solicitava recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro para a produção de um filme sobre Jair Bolsonaro.
A medida cautelar foi tomada após representação do PL, partido do senador, que alegou que o questionário do instituto teria sido elaborado para induzir respostas negativas e criar uma narrativa acusatória contra o político.
Situação processual
Em resposta à decisão, o Instituto AtlasIntel informou que respeitava a determinação e que forneceria os detalhes metodológicos para comprovar a robustez técnica e a legalidade do estudo.
Atualmente, a decisão de suspensão da pesquisa permanece vigente. O julgamento no plenário foi interrompido por solicitação da ministra Estela Aranha, que pediu mais prazo para a análise do caso. Não há, até o momento, previsão para a retomada da sessão, embora ministros tenham ressaltado o impacto do precedente para as campanhas eleitorais.