Justiça

Senador pede suspeição de Toffoli na CPI por suposto conflito de interesses com Banco Master

12 de Fevereiro de 2026 às 21:07

Senador Alessandro Vieira pediu ao procurador-geral da República que apresente pedido de suspeição do ministro Dias Toffoli no inquérito sobre fraudes bilionárias envolvendo o Banco Master. O senador alega indícios de vínculo comercial entre Toffoli e Maridt Participações S.A., controlada por familiares dele, que pode comprometer sua imparcialidade. A Polícia Federal havia mencionado nome de Toffoli em mensagem no celular do banqueiro Daniel Vorcaro

Senador Alessandro Vieira pediu ao procurador-geral da República (PGR) a apresentação de pedido de suspeição do ministro Dias Toffoli na relatoria do inquérito que investiga as fraudes bilionárias envolvendo o Banco Master. O parlamentar sustenta que há indícios suficientes para questionar a permanência do magistrado no caso, afirmando que um vínculo comercial entre Toffoli e a empresa Maridt Participações S.A., controlada por familiares dele, pode mitigar sua imparcialidade.

O senador é relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o crime organizado. No requerimento enviado à PGR, ele também pede a instauração de uma investigação específica para apurar a relação entre Toffoli e Maridt Participações S.A., que teria feito negócios com fundos de investimentos ligados ao Master.

A Polícia Federal (PF) havia informado à Presidência do Supremo Tribunal Federal (STF), em 9 de março, sobre a menção ao nome de Toffoli em uma mensagem no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Master. A menção está sob segredo de justiça.

O presidente do STF, Edson Fachin, convocou reunião com ministros para tratar sobre o relatório da PF e a defesa de Toffoli. No encontro realizado às 16h desta quinta-feira (12), Fachin deve dar ciência aos demais membros do STF sobre o material entregue pela PF.

A permanência de Toffoli na condição de relator do caso havia sido questionada após matérias jornalísticas informarem que a Polícia Federal encontrou irregularidades em um fundo de investimento ligado ao Banco Master. O fundo comprou uma participação no resort Tayayá, localizado no Paraná, que era de propriedade de familiares do ministro.

Toffoli havia divulgado nota à imprensa confirmando ser sócio do resort e afirmando não ter recebido valor algum de Daniel Vorcaro.
Com informações de Agência Brasil - Justiça

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