Justiça

STF inicia julgamento de mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco em 2018

24 de Fevereiro de 2026 às 09:01

O Supremo Tribunal Federal iniciou o julgamento dos mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes em 2018. A Primeira Turma, presidida pelo ministro Flávio Dino, está analisando as provas apresentadas pela investigação da Polícia Federal. Os familiares das vítimas estavam presentes na sala de julgamento para acompanhar o processo

O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou ontem o julgamento dos mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes em 2018. A Primeira Turma, presidida pelo ministro Flávio Dino, começou a sessão às 9h30 e reservou duas outras para concluir as discussões sobre o caso.

Os familiares das vítimas estavam presentes na sala de julgamento: Anielle Franco, ministra da Igualdade Racial e irmã de Marielle, e Agatha Reis, viúva do motorista. A investigação da Polícia Federal apurou que o assassinato teria sido motivado pelo posicionamento contrário da vereadora aos interesses políticos dos irmãos Brazão.

Conforme a delação premiada do ex-policial Ronnie Lessa, os irmãos Brazão e Barbosa atuaram como mandantes do crime. Rivaldo Barbosa participou das preparações para o assassinato, enquanto Ronald monitorava a rotina da vereadora e repassava as informações ao grupo.

Robson Calixto teria entregue a arma utilizada no crime para Lessa. Nos depoimentos prestados durante a investigação, os acusados negaram participação no assassinato.

A votação que decidirá pela condenação ou absolvição dos réus contará com quatro votos devido à saída do ministro Luiz Fux da Segunda Turma. O rito adotado segue o padrão para todos os julgamentos realizados na Primeira Turma.

A sessão foi aberta pelo presidente Flávio Dino, que chamou o processo para julgamento e permitiu a leitura do parecer do relator Alexandre de Moraes. O documento contém uma síntese das etapas percorridas no processo desde as investigações até as alegações finais.

Após a manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR), os advogados dos réus foram convidados para sustentarem suas defesas. Os ministros deverão proferir seus votos em seguida, com o ministro Cristiano Zanin apto a se pronunciar.

A decisão dos quatro votos poderá determinar a condenação ou absolvição dos acusados. A sessão foi realizada na terça-feira e continuação está agendada para ontem à tarde e hoje pela manhã.

Com informações de Agência Brasil

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