667 Mil Pessoas Forçadas a Deixar Residências no Conflito entre Israel e Hezbollah no Líbano
Mais de 667 mil pessoas foram forçadas a deixar suas residências no Líbano após conflito entre Israel e o grupo xiita Hezbollah. A Agência das Nações Unidas para Refugiados estima que esse número aumentou em mais de 100 mil apenas num dia. O Alto Comissário da ONU alerta sobre violações do direito internacional por causa dessas evacuações forçadas
Conflito no Líbano: Deslocamento Máximo e Violação do Direito Internacional
O conflito entre Israel e o grupo xiita Hezbollah no Líbano está gerando um desastre humanitário sem precedentes, com mais de 667 mil pessoas forçadas a deixar suas residências em apenas uma semana. De acordo com os registros da plataforma online do governo libanês, essa é a estimativa mais recente feita pela Agência das Nações Unidas para Refugiados (Acnur). A representante da Acnur no Líbano, Karolina Lindholm, destacou que o número de deslocados aumentou em mais de 100 mil apenas num dia e continua a subir.
As ordens de evacuação emitidas pelas autoridades israelenses afetaram centenas de cidades e vilarejos onde vivem decênias de pessoas. O Alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos alertou que esses deslocamentos podem configurar violações do direito internacional, especialmente considerando o caráter forçado dessas evacuações.
O governo israelense recomendou a evacuação completa das áreas periféricas sul de Beirute e do Vale do Bekaa. Estima-se que 100 mil pessoas estejam abrigadas em centros de acolhida pelo país, enquanto cerca de 78 mil sírios fugiram da guerra para o Síria.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) também registrou a interrupção dos serviços de saúde nos locais afetados. Com os ataques e ordens de evacuação em massa, Israel está enfrentando críticas por violar direitos humanitários internacionais. O Hezbollah defende que suas ações são uma retaliação legítima contra as agressões israelenses dos últimos 15 meses.
A escalada do conflito no Líbano é um reflexo da tensão entre Israel e o grupo xiita, exacerbada pelo assassinato do líder Supremo do Irã, Ali Khamenei. O acordo de cessar-fogo firmado em novembro não foi capaz de deter os ataques israelenses contra território libanês.