Agência de Imigração dos EUA passará a exigir câmeras corporais em abordagens de veículos
A Agência de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE) exigirá o uso de bodycams em abordagens de veículos. A medida, anunciada por Tom Homan, ocorre após dois agentes matarem um mexicano e um colombiano sem registros de imagem
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/U/W/Aw4fGjTemCLW8Rf8ZOJA/2026-01-21t203746z-1015193769-rc2v5ja64ay4-rtrmadp-3-usa-trump-minnesota.jpg)
A Agência de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE) passará a exigir que seus agentes utilizem ao menos uma bodycam (câmera corporal) durante a abordagem de veículos. A medida foi anunciada no domingo (19) por Tom Homan, responsável pela política de fronteiras da gestão de Donald Trump.
Incidentes fatais e falta de registros
A decisão ocorre após dois episódios de violência letal envolvendo agentes federais de imigração em um intervalo de seis dias. No dia 7 de julho, um agente do ICE matou um cidadão mexicano em Houston. Já em 13 de julho, outro agente disparou e matou um motorista colombiano na cidade de Biddeford, no Maine. Em ambos os casos, não houve a gravação das imagens pelas câmeras corporais dos envolvidos.
Gestão de recursos e protocolos
Questionado sobre a ausência dos equipamentos, Homan explicou que a verba destinada às câmeras foi retida devido à paralisação parcial do governo ocorrida no início deste ano.
A instabilidade nos procedimentos de abordagem também gerou mudanças rápidas nas diretrizes da agência. Na semana passada, Homan havia determinado a suspensão temporária da maioria das abordagens veiculares em território americano para a revisão de protocolos. No entanto, em menos de 24 horas, o presidente Donald Trump ordenou a retomada imediata dessas operações.