Alemanha acusa formalmente governo da Ucrânia de ordenar sabotagem dos gasodutos Nord Stream 1 e 2
O Ministério Público da Alemanha acusou autoridades ucranianas de ordenarem a sabotagem dos gasodutos Nord Stream 1 e 2 em setembro de 2022. A investigação aponta que o cidadão Serhii K liderou a operação com apoio de mergulhadores e um especialista em explosivos. O suspeito foi detido na Itália e transferido para a Alemanha em novembro de 2025
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O Ministério Público da Alemanha formalizou, nesta quinta-feira (2), a acusação de que autoridades do governo ucraniano ordenaram a sabotagem dos gasodutos Nord Stream 1 e 2. As explosões, ocorridas em setembro de 2022, atingiram as estruturas submarinas no Mar Báltico que transportavam gás da Rússia para a Alemanha e, posteriormente, para outras nações europeias, alterando a dinâmica de consumo de energia na União Europeia.
A investigação federal alemã aponta que um cidadão ucraniano, identificado como Serhii K, teria atuado sob comando estatal para destruir a infraestrutura. O suspeito, que nega a participação nos ataques, é acusado de cumplicidade em crime de guerra, provocação de explosão, destruição de infraestrutura e interrupção de serviços públicos.
De acordo com o MP alemão, Serhii K liderava um grupo composto por um especialista em explosivos e mergulhadores profissionais. Para executar a operação, ele teria ingressado na Alemanha em setembro de 2022 utilizando um passaporte ucraniano falsificado e, posteriormente, embarcado em um iate alugado com documentos de identidade fraudulentos.
O suspeito foi detido na Itália em agosto de 2025 e transferido para o território alemão em novembro. A Justiça da Alemanha assumiu a jurisdição do caso por dois motivos principais: o término dos gasodutos localiza-se em Lubmin, no estado de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, e a sabotagem comprometeu a segurança interna e energética do país.
Embora a hipótese de sabotagem já fosse considerada, esta é a primeira vez que a acusação envolve formalmente agentes do Estado ucraniano. Até o momento, o governo de Volodymyr Zelensky não se manifestou sobre as alegações.