Aprovação de Donald Trump cai para 35% e se aproxima do nível mínimo do mandato
A aprovação de Donald Trump caiu para 35%, segundo pesquisa Reuters/Ipsos encerrada em 18 de fevereiro. O índice reflete a queda de apoio entre republicanos e a insatisfação com a economia e a política externa. O levantamento ouviu 1.271 adultos online
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A aprovação do presidente Donald Trump nos Estados Unidos recuou para 35%, aproximando-se do nível mais baixo registrado desde o início de seu segundo mandato, em janeiro de 2025. O índice, apurado por uma pesquisa Reuters/Ipsos encerrada na segunda-feira (18), reflete uma queda gradual em relação aos 47% de apoio no início da gestão e a um ponto percentual a menos do que o registrado no começo deste mês. O patamar mínimo do atual governo foi de 34%, ocorrido no mês passado.
O desgaste é notável especialmente entre a base republicana. O grupo que desaprova o desempenho do presidente subiu para 21%, enquanto apenas 5% manifestavam essa opinião logo após a posse. Atualmente, 79% dos republicanos avaliam positivamente o trabalho de Trump, número inferior aos 82% do início do mês e aos 91% do começo do mandato.
A instabilidade econômica é um fator determinante para a perda de apoio. A guerra provocou a paralisação de grande parte do comércio global de petróleo, resultando em um aumento de aproximadamente 50% nos preços dos combustíveis para a população americana. Esse cenário gera preocupação entre aliados republicanos que disputarão a manutenção de suas maiorias no Congresso nas eleições de meio de mandato, em novembro. No quesito custo de vida, a divisão entre os republicanos é quase exata: 47% aprovam a gestão e 46% a desaprovam. Entre a população geral, a aprovação nesse tópico cai para 20%.
A política externa também impacta a percepção pública. Embora Trump tenha assumido o cargo prometendo evitar conflitos prolongados, como as intervenções no Iraque e Afeganistão, a gestão do conflito com o Irã divide opiniões. O presidente defende a eficácia de sua estratégia, citando a morte do líder iraniano e de figuras políticas centrais. Contudo, um cessar-fogo vigente desde abril permanece frágil, e o Irã tem restringido a passagem de petroleiros pelo Estreito de Ormuz, rota que anteriormente movimentava 20% do comércio mundial de petróleo.
Apenas 62% dos republicanos aprovam a condução da crise no Irã, com 28% de desaprovação. A rejeição é majoritária entre democratas e dois terços dos independentes. No consolidado da pesquisa, apenas 25% dos entrevistados — e metade dos republicanos — consideram que a ação militar contra o Irã foi vantajosa.
O único pilar de estabilidade reside na política de imigração, tema central da campanha de 2024 e do movimento "Make America Great Again" (MAGA). Cerca de 82% dos republicanos aprovam as medidas da área, mantendo a tendência observada no ano passado.
O levantamento foi realizado online com 1.271 adultos, apresentando margem de erro de 3 pontos percentuais para o público geral e de 5 pontos para os republicanos.