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Ataques no Oriente Médio elevam para 17 o número de militares dos Estados Unidos mortos

22 de Julho de 2026 às 06:13

Ataques na Jordânia e no Iraque elevaram para 17 o total de militares dos Estados Unidos mortos no conflito contra o Irã. As operações recentes resultaram em três baixas e um desaparecido

Ataques no Oriente Médio elevam para 17 o número de militares dos Estados Unidos mortos
U.S. Army Space and Missile Defense Command via AP

Dois ataques recentes no Oriente Médio elevaram para 17 o número de militares dos Estados Unidos mortos no conflito contra o Irã. O último fim de semana foi marcado por operações que resultaram em três baixas e um desaparecido, intensificando o desgaste político interno no governo americano.

Operações na Jordânia e no Iraque

A sequência de incidentes começou na noite de sexta-feira (17), quando mísseis iranianos atingiram a base aérea Muwaffaq Salti, localizada na Jordânia. A ofensiva causou a morte de dois soldados e o desaparecimento de outro.

Posteriormente, na madrugada de domingo (19), um sargento morreu na cidade de Erbil, no Iraque, após a explosão controlada de um drone de origem iraniana. Essas perdas se somam a outras 13 mortes de militares em serviço na região. A contagem oficial não contabiliza o óbito de um membro da Guarda Nacional ocorrido em 8 de março, no Kuwait, por motivos de emergência médica.

Impacto Político e Social

As baixas militares alimentam a pressão da opinião pública contra a gestão atual. O cenário contrasta com as promessas de campanha de Donald Trump para as eleições de 2024, cujo slogan "sem mais guerras" defendia a não participação dos EUA em conflitos armados.

Há, ainda, um sentimento crescente entre a população americana de que as mortes em combate atendem prioritariamente aos interesses de Israel, em detrimento das necessidades estratégicas dos Estados Unidos.

Panorama de Vítimas no Oriente Médio

Embora as perdas americanas sejam numericamente inferiores às de outras nações, o impacto humanitário em outros países é severo. Até junho, o Líbano registrou 3.696 mortes e o Irã 3.468 vítimas de bombardeios.

No território iraniano, as baixas incluem altos funcionários e o próprio líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, morto no início do conflito. Um dos episódios mais letais ocorreu na cidade de Minab, onde um ataque a uma escola infantil resultou em 156 mortos, sendo 120 deles crianças.

Já no Líbano, as operações israelenses, justificadas pelo combate ao grupo Hezbollah, causaram um volume expressivo de mortes civis. Embora Israel estime que 1.700 dos mortos fossem militantes, a escala da destruição gerou tensões diplomáticas entre Donald Trump e o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.

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