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Autoridades das Maldivas localizam corpos de quatro mergulhadores italianos desaparecidos em cavernas submarinas

18 de Maio de 2026 às 09:27

Autoridades das Maldivas localizaram, nesta segunda-feira (18), os corpos de quatro mergulhadores italianos desaparecidos desde quinta-feira (14). O grupo de cinco pessoas morreu ao explorar cavernas a 50 metros de profundidade no Atol de Vaavu. A operação de resgate resultou também na morte do sargento-mor Mohamed Mahudhee

As autoridades das Maldivas localizaram, nesta segunda-feira (18), os corpos dos quatro mergulhadores italianos que permaneciam desaparecidos desde a última quinta-feira (14). A recuperação foi viabilizada após a chegada de três mergulhadores finlandeses especializados em cavernas, que atuaram em uma operação de três horas, coordenada pela rede DAN Europe, para resgatar as vítimas e coletar dados técnicos.

O acidente, ocorrido no Atol de Vaavu, no Oceano Índico, é classificado como a maior tragédia de mergulho já registrada no arquipélago. Cinco italianos morreram ao tentar explorar cavernas submarinas a aproximadamente 50 metros de profundidade, superando o limite de 30 metros recomendado para a prática recreativa na região. O grupo realizava um mergulho matinal próximo à ilha de Alimatha, área conhecida pela biodiversidade marinha, mas que apresenta riscos elevados devido a túneis naturais, correntes fortes e paredões profundos.

As vítimas foram identificadas como a professora de Ecologia Monica Montefalcone e sua filha, a estudante de Engenharia Biomédica Giorgia Sommacal; a pesquisadora Muriel Oddenino di Poirino; e os instrutores de mergulho Gianluca Benedetti e Federico Gualtieri, este último formado em Biologia Marinha e Ecologia. O corpo de Benedetti havia sido recuperado na quinta-feira, enquanto a busca pelos demais começou na sexta-feira (15).

A operação de resgate enfrentou severas dificuldades devido a condições climáticas e marítimas adversas, além da complexidade do terreno submarino, descrito como de alto risco. Durante os trabalhos, o sargento-mor Mohamed Mahudhee, integrante da equipe de busca, morreu no sábado em decorrência de descompressão, o que forçou a suspensão temporária das atividades.

No momento do acidente, havia um alerta amarelo de mau tempo vigente na região. O governo italiano, por meio da Embaixada no Sri Lanka, prestou assistência consular às famílias das vítimas.

O arquipélago das Maldivas, composto por 1.192 ilhas de coral, é um destino turístico de luxo procurado por mergulhadores, mas apresenta riscos constantes. Segundo a polícia local, 112 turistas morreram em incidentes marítimos no país nos últimos seis anos.

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