Chefe do Comando Militar do Irã promete retaliação contra militares dos Estados Unidos
O chefe do Comando Militar do Irã prometeu a morte de um militar dos Estados Unidos para cada baixa iraniana. A ameaça ocorre após 13 noites de bombardeios americanos em províncias e bases iranianas, com retaliações de Teerã em bases dos EUA no Iraque, Bahrein e Kuwait
O chefe do Comando Militar do Irã prometeu a morte de um militar das Forças Armadas dos Estados Unidos para cada baixa iraniana no conflito atual. A declaração, feita nesta sexta-feira (24), ocorre em meio a uma escalada de ataques recíprocos que envolvem bases estratégicas e territórios vizinhos.
Ofensivas e alvos estratégicos
As Forças Armadas dos EUA completaram, na noite de quinta-feira (23), a 13ª noite consecutiva de bombardeios contra o território iraniano. As operações atingiram pontos críticos, como a província de Isfahan, que abriga testes nucleares e uma base aérea relevante, além da província de Fars, no sul, e a de Khuzistão, no sudoeste.
A ofensiva norte-americana também focou na ilha de Qeshm, centro de ativos navais e de embarcações não tripuladas utilizadas para ataques no Estreito de Ormuz. Já na manhã de sexta-feira (24), agências semioficiais do Irã confirmaram que uma base naval da Guarda Revolucionária no norte do país também foi atingida.
Retaliações no Iraque e Golfo Pérsico
Em resposta, Teerã expandiu seus ataques a bases americanas em países vizinhos. No norte do Iraque, a capital da região curda, Irbil, foi alvo de ofensivas contra a base militar situada no aeroporto local, com relatos de ao menos sete explosões e colunas de fumaça.
Ações militares iranianas também foram registradas no Bahrein, onde a Guarda Revolucionária afirmou ter atacado a torre de observação da Quinta Frota dos EUA, provocando o acionamento de sirenes de alerta. A base Al-Adiri, localizada no Kuwait, também foi alvo de ataques.
Tensões diplomáticas e militares
O cenário de instabilidade é acompanhado por acusações mútuas. Na quarta-feira (22), o general Abolfazl Shekarchi, porta-voz militar do Irã, afirmou que os Estados Unidos estão utilizando armamentos inéditos contra o país, alegando que tais recursos teriam sido acumulados para uma Terceira Guerra Mundial.
Paralelamente, o presidente Donald Trump utilizou a rede Truth Social para tratar do conflito. O republicano afirmou ter recebido garantias de que a China e a Rússia não estão fornecendo armamentos para Teerã, ameaçando ambos os países caso decidam intervir no embate.