Chile decreta estado de catástrofe e mobiliza Exército após temporais deixarem dez mortos
O governo do Chile decretou estado de catástrofe e mobilizou o Exército após temporais causarem 10 mortes e deixarem 150 mil pessoas sem energia. O fenômeno climático isolou mais de 100 mil pessoas e destruiu cerca de 2.200 moradias nas regiões de Atacama e Coquimbo
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O governo do Chile decretou estado de catástrofe e mobilizou o Exército para operações de resgate após um temporal causar a morte de ao menos 10 pessoas. O fenômeno climático, iniciado no dia 15 no sul do país, atingiu com severidade as regiões de Atacama e Coquimbo, no norte, onde a ocorrência de chuvas extremas é atípica.
Impactos humanitários e infraestrutura
O balanço atualizado pelo Serviço Nacional de Emergências (Senapred) confirma 10 óbitos, 17 feridos e quatro desaparecidos. A magnitude do evento resultou no isolamento de mais de 100 mil pessoas devido ao bloqueio de estradas provocado pelo transbordamento de rios.
A destruição material é expressiva, com aproximadamente 2.200 moradias demolidas ou com danos estruturais, deixando cerca de 2.400 pessoas desabrigadas. Em Coquimbo, cidade situada a 460 km de Santiago, a inundação e o acúmulo de lama comprometeram o abastecimento de água potável e a rede elétrica. O Ministério da Energia informou que 150 mil pessoas permanecem sem luz.
Gravidade do fenômeno climático
A intensidade das precipitações foi classificada como anormal. Em certas localidades, o volume de chuva esperado para um mês inteiro caiu em apenas uma hora. De acordo com a Direção Meteorológica do Chile, o país não enfrentava uma tempestade com tamanha extensão e volume de água há duas décadas, superando inclusive os registros de chuvas intensas de 1997.
A força do temporal também afetou a zona costeira na semana passada, com rajadas de vento que ultrapassaram os 100 km/h e ondas fortes, levando diversas capitanias a restringirem as operações em portos por precaução.
Medidas governamentais
Para agilizar o envio de ajuda e a gestão da crise, o presidente José Antonio Kast implementou o estado de catástrofe. A medida autoriza a atuação de militares na região e a restrição da liberdade de circulação para garantir a segurança e a eficiência dos socorros. A gravidade da situação forçou a empresa Aguas del Valle a retirar equipes de algumas instalações devido aos danos na infraestrutura.