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Confronto na Cisjordânia deixa quatro palestinos e dois soldados israelenses mortos nesta sexta-feira

24 de Julho de 2026 às 12:33

Um confronto na Cisjordânia deixou quatro palestinos e dois soldados israelenses mortos nesta sexta-feira (24). O Exército de Israel e autoridades palestinas apresentam versões divergentes sobre o início do conflito na aldeia de Tal. Em resposta, Israel fechou estradas no norte da região e planeja operações militares e a criação de novos assentamentos

Um confronto na Cisjordânia, ocorrido nesta sexta-feira (24), resultou na morte de quatro palestinos e dois soldados israelenses nas proximidades da aldeia de Tal, região situada a sudoeste de Nablus. O incidente foi registrado em vídeo por uma testemunha, no qual aparece um homem armado disparando contra outras pessoas e a presença de um veículo blindado, identificado como pertencente ao Exército de Israel.

Divergências sobre a dinâmica do ataque

As versões sobre o início do conflito são conflitantes. O Exército israelense relatou que civis em trilhas na região foram atacados e que um palestino teria roubado a arma de um agente de segurança do assentamento de Havat Gilad, utilizando-a para ferir israelenses antes de ser neutralizado. As forças militares informaram que a arma foi recuperada e que buscam possíveis cúmplices.

Por outro lado, as autoridades locais palestinas afirmam que um grupo de aproximadamente 20 colonos israelenses tentou invadir duas residências na vila. De acordo com Walid Zidan, presidente do conselho local de Tal, os moradores confrontaram o grupo, que contou com o apoio de soldados israelenses que dispararam contra os palestinos.

O episódio ocorreu na Área A da Cisjordânia, território sob controle civil e de segurança da Autoridade Palestina, onde a entrada de israelenses é oficialmente proibida.

Resposta militar e expansão de assentamentos

Após as mortes, as Forças Armadas de Israel anunciaram a preparação de uma operação de atividade antiterrorista na região. Como resposta imediata, todos os postos de controle e estradas no norte da Cisjordânia foram fechados, com o envio de reforços militares.

O gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que adotará medidas firmes, que incluem incursões em aldeias suspeitas de abrigar militantes e a aceleração da legalização e criação de novos postos avançados agrícolas, conhecidos como assentamentos. Tais construções são consideradas ilegais perante o direito internacional, já que a região é reivindicada pelos palestinos para a formação de seu Estado.

Contexto de violência na região

O evento acontece em um cenário de crescente tensão e ataques de colonos a aldeias palestinas. Dados da Autoridade Palestina indicam que 87 palestinos morreram na Cisjordânia este ano, sendo 21 dessas mortes causadas por colonos. Complementarmente, a Organização das Nações Unidas registra que cerca de 850 palestinos foram feridos em ataques de colonos israelenses desde o início do ano.

Com informações de G1

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