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Descoberta em Venezuela reforça importância regional dos petróglifos de 4.000 a 8.000 anos

08 de Março de 2026 às 11:38

Um complexo arqueológico descoberto na Venezuela reforça a importância regional dos petróglifos. Localizado no município de Cedeño, o achado apresenta gravuras com espirais e figuras antropomórficas que remontam às civilizações indígenas da região. O complexo é estimado ter entre 4 mil e 8 mil anos de idade

Um complexo arqueológico recentemente descoberto na Venezuela reforça a importância regional dos petróglifos, representações simbólicas que remontam às civilizações indígenas da região. Localizado no município de Cedeño, o achado foi anunciado em fevereiro por Daniel Monteverde, prefeito local.

A descoberta se concentra num complexo de petróglifos na comunidade Quebrada Seca, que apresentam gravuras com espirais, círculos concêntricos e figuras antropomórficas. Segundo os especialistas envolvidos no projeto, essas representações são associadas à visão do mundo dos povos indígenas que habitaram a região.

O complexo encontra-se localizado a 647 metros acima do nível do mar e é estimado ter entre 4.000 e 8.000 anos de idade, colocando-os entre as representações simbólicas mais antigas conhecidas no leste da Venezuela. As análises técnicas realizadas indicam que os petróglifos possuem profundidade média de 1,24 centímetros e largura aproximada de 1,71 centímetros.

Os símbolos registrados nas rochas são associados a elementos naturais e espirituais. Entre eles estão conexões com o sol, ciclos da água e representações relacionadas aos ancestrais das comunidades indígenas que ocuparam o território. Esses achados reforçam a presença cultural dos petróglifos como forma de comunicação simbólica utilizada por diferentes grupos nativos ao longo de milhares de anos na região oriental venezuelana.

A descoberta também fortalece a interpretação de que Cedeño funcionou como corredor estratégico de circulação humana no leste da Venezuela. Segundo os pesquisadores, o território possivelmente serviu como passagem para grupos migratórios durante os períodos Paleoíndio e Mesoíndio, entre 6.000 e 1.700 d.C., conectando territórios e rotas de assentamento antigas.

A equipe envolvida no projeto destaca que o achado é significativo para a compreensão da história cultural da região oriental venezuelana. A descoberta dos petróglifos em Quebrada Seca reforça ainda mais a importância do município de Cedeño como capital regional dos petróglifos, herdando o legado cultural deixado pelos povos Chaima e Kariña, conhecidos historicamente como "protetores das montanhas.

Com informações de Click Petróleo e Gás

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