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Donald Trump interfere em decisões da FIFA e logística da Copa do Mundo nos Estados Unidos

21 de Julho de 2026 às 06:17

A Espanha venceu a Argentina por 1 a 0 na final da Copa do Mundo, evento marcado por interferências do presidente Donald Trump. As ações do mandatário impactaram a logística do torneio, restringiram acessos e resultaram na reversão da suspensão do jogador *Folarin Balogun

A vitória da Espanha sobre a Argentina por 1 a 0 na final da Copa do Mundo foi marcada por tentativas de protagonismo político do presidente Donald Trump. Durante a cerimônia de premiação, o capitão espanhol Rodri precisou lidar com a presença do americano no palco, que permaneceu ao lado do jogador Pedri mesmo após a intervenção de Gianni Infantino, presidente da FIFA, para tentar retirar o mandatário do espaço dos atletas.

O evento, descrito por Trump como um dos maiores sucessos esportivos da história, ocorreu em território americano, mas foi permeado por interferências do governo dos Estados Unidos. A influência política do presidente impactou a logística do torneio, resultando no impedimento da entrada de um árbitro da Somália e na restrição de acesso de torcedores internacionais. Devido a essas medidas, a seleção do Irã foi obrigada a realizar seus treinamentos no México, deslocando-se posteriormente para jogos em Seattle e Los Angeles.

Intervenções políticas e impacto esportivo

Um dos episódios mais controversos da competição foi a interferência direta de Trump junto à FIFA para reverter a suspensão por cartão vermelho do atacante americano Folarin Balogun. Embora a pressão política tenha surtido efeito administrativo, o resultado esportivo foi negativo: os Estados Unidos foram derrotados pela Bélgica por 4 a 1 nas oitavas de final.

Para Jules Boykoff, professor da Pacific University, tais ações não visavam o desempenho técnico da equipe, mas serviam como mensagem para a base eleitoral de Trump, demonstrando sua capacidade de submeter organismos internacionais à sua vontade. O cenário ocorre em um momento de baixa popularidade do presidente, com aprovação inferior a 40%, enquanto se aproxima a eleição de meio de mandato, marcada para 3 de novembro, sob o contexto de um conflito armado com o Irã.

Repercussões globais e futuras sedes

A postura do presidente gerou indignação entre federações, treinadores e políticos ao redor do mundo, sendo vista como um enfraquecimento do ideal de união do futebol. O jornalista Karim Zidan aponta que a tentativa de manipular decisões esportivas acabou por manchar a imagem da seleção masculina dos Estados Unidos, afastando a possibilidade de unir a população em torno da equipe.

Mesmo diante das críticas, Trump já manifestou interesse em que os Estados Unidos sediem novamente a Copa do Mundo masculina, sugerindo à FIFA um modelo de coorganização para reduzir resistências. Embora a data provável para um novo torneio masculino no país seja 2038, o calendário esportivo americano mantém outros eventos de grande porte:

  • Jogos Olímpicos de Verão (2028) em Los Angeles;
  • Copa do Mundo Feminina (2031), na qual o país é favorito;
  • Jogos Olímpicos de Inverno (2034) em Salt Lake City.

Fora do ambiente do futebol, onde Trump frequentemente enfrentou vaias, o presidente mantém uma relação estreita com o Ultimate Fighting Championship (UFC). A organização de artes marciais mistas é considerada seu "espaço seguro", onde possui recepção calorosa de seu público e já chegou a sediar eventos na Casa Branca.

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