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Donald Trump tenta se inserir na celebração do título da seleção espanhola na Copa do Mundo

20 de Julho de 2026 às 12:07

Donald Trump causou tensão na final da Copa do Mundo de 2026 ao tentar se inserir na celebração do título da seleção espanhola. O capitão Rodri e o presidente da Fifa, Gianni Infantino, intervieram para afastar o mandatário do pódio

Donald Trump tenta se inserir na celebração do título da seleção espanhola na Copa do Mundo
REUTERS/Mike Segar

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, protagonizou um episódio de tensão durante a final da Copa do Mundo de 2026, em Nova Jersey, ao tentar se inserir na celebração do título da seleção espanhola. O mandatário americano recusou-se a deixar o pódio enquanto a equipe se preparava para erguer a taça, repetindo um comportamento já observado na final do Mundial de Clubes do ano anterior, envolvendo o Chelsea.

A tentativa de protagonismo político foi freada pela postura do capitão Rodri, que aguardou o afastamento de Trump do enquadramento principal para iniciar a comemoração. O presidente da Fifa, Gianni Infantino, também tentou remover o anfitrião da cena.

Tensões diplomáticas e geopolíticas

A vitória da Espanha no torneio reflete um cenário de desgaste nas relações bilaterais entre Madri e Washington. Trump classificou a Espanha como um parceiro terrível na Otan e uma "causa perdida". O atrito com o premiê Pedro Sánchez intensificou-se no último ano devido a divergências sobre os gastos militares espanhóis e a negativa de Sánchez em conceder acesso de tropas americanas a bases locais durante o conflito com o Irã.

Recentemente, durante a Cúpula da Otan em Ancara, o presidente dos Estados Unidos elevou o tom das críticas e ameaçou romper relações com o governo espanhol.

Presenças e ausências na final

Na condição de anfitrião, Trump dividiu a tribuna de honra com figuras de seu círculo de oposição, incluindo o rei Felipe VI, o primeiro-ministro Sánchez, a presidente do México, Claudia Sheinbaum, e o premiê do Canadá, Mark Carney.

Em contrapartida, o aliado político Javier Milei, presidente da Argentina, optou por não comparecer ao evento, assistindo à partida de Buenos Aires. A preferência de Trump pela Argentina ficou evidente logo na chegada ao estádio, embora ele tenha sido recebido com vaias ao entrar no gramado com a taça ao lado de Infantino.

Ao comentar o jogo, o presidente americano enfatizou o equilíbrio da disputa, ignorando a dominância da equipe campeã. Enquanto isso, a seleção argentina demonstrou descontentamento ao dar as costas para a festa da Espanha, em um gesto de desdém após a derrota.

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