Donald Trump tenta se inserir na celebração do título da seleção espanhola na Copa do Mundo
Donald Trump causou tensão na final da Copa do Mundo de 2026 ao tentar se inserir na celebração do título da seleção espanhola. O capitão Rodri e o presidente da Fifa, Gianni Infantino, intervieram para afastar o mandatário do pódio
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, protagonizou um episódio de tensão durante a final da Copa do Mundo de 2026, em Nova Jersey, ao tentar se inserir na celebração do título da seleção espanhola. O mandatário americano recusou-se a deixar o pódio enquanto a equipe se preparava para erguer a taça, repetindo um comportamento já observado na final do Mundial de Clubes do ano anterior, envolvendo o Chelsea.
A tentativa de protagonismo político foi freada pela postura do capitão Rodri, que aguardou o afastamento de Trump do enquadramento principal para iniciar a comemoração. O presidente da Fifa, Gianni Infantino, também tentou remover o anfitrião da cena.
Tensões diplomáticas e geopolíticas
A vitória da Espanha no torneio reflete um cenário de desgaste nas relações bilaterais entre Madri e Washington. Trump classificou a Espanha como um parceiro terrível na Otan e uma "causa perdida". O atrito com o premiê Pedro Sánchez intensificou-se no último ano devido a divergências sobre os gastos militares espanhóis e a negativa de Sánchez em conceder acesso de tropas americanas a bases locais durante o conflito com o Irã.
Recentemente, durante a Cúpula da Otan em Ancara, o presidente dos Estados Unidos elevou o tom das críticas e ameaçou romper relações com o governo espanhol.
Presenças e ausências na final
Na condição de anfitrião, Trump dividiu a tribuna de honra com figuras de seu círculo de oposição, incluindo o rei Felipe VI, o primeiro-ministro Sánchez, a presidente do México, Claudia Sheinbaum, e o premiê do Canadá, Mark Carney.
Em contrapartida, o aliado político Javier Milei, presidente da Argentina, optou por não comparecer ao evento, assistindo à partida de Buenos Aires. A preferência de Trump pela Argentina ficou evidente logo na chegada ao estádio, embora ele tenha sido recebido com vaias ao entrar no gramado com a taça ao lado de Infantino.
Ao comentar o jogo, o presidente americano enfatizou o equilíbrio da disputa, ignorando a dominância da equipe campeã. Enquanto isso, a seleção argentina demonstrou descontentamento ao dar as costas para a festa da Espanha, em um gesto de desdém após a derrota.