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Estados Unidos e Irã intensificam confrontos militares com ataques a alvos estratégicos no Oriente Médio

22 de Julho de 2026 às 06:13

Confrontos entre Estados Unidos e Irã resultaram em 50 civis e 18 militares mortos, com ataques a bases, centros de comando e infraestruturas. Houthis bloquearam a Arábia Saudita, elevando o petróleo Brent para US$ 91 por barril. Os EUA solicitaram US$ 70 bilhões ao Congresso para a Defesa enquanto o Irã recebeu proposta de cessar-fogo

Novos confrontos entre os Estados Unidos e o Irã, ocorridos entre terça (21) e quarta-feira (22), intensificaram a instabilidade no Oriente Médio, elevando o risco de uma escalada militar na região.

Ofensivas e alvos estratégicos

As forças americanas realizaram bombardeios contra alvos iranianos pela 11ª noite consecutiva na madrugada de quarta-feira. A operação focou em sistemas de defesa aérea, centros de comando, além de lançadores de drones e mísseis. Explosões foram relatadas por moradores de Teerã e nas cidades de Konarak, Chabahar e Bushehr — local onde opera a única usina nuclear do país.

Em contrapartida, o Irã atingiu bases militares dos EUA localizadas na Jordânia, Kuwait e Bahrein. A ofensiva iraniana incluiu o ataque a um petroleiro no Estreito de Ormuz e a infraestrutura de dados da empresa Amazon no Bahrein, embora a companhia não tenha se manifestado sobre o ocorrido.

Ameaças nucleares e baixas humanas

O presidente Donald Trump sinalizou que poderá realizar ataques iminentes contra a montanha de Pickaxe, situada próxima à instalação de Natanz. A região é alvo de monitoramento por abrigar túneis subterrâneos possivelmente utilizados para o enriquecimento de urânio. O comando militar do Irã reagiu afirmando que investimentos dos EUA e de seus aliados serão alvos caso as instalações nucleares sejam bombardeadas.

O custo humano do conflito já é contabilizado por ambos os lados. O Ministério da Saúde do Irã reportou 50 mortes de civis e 500 feridos nos ataques recentes dos EUA. Do lado americano, foi confirmada a morte de 18 militares desde o início das hostilidades.

Bloqueio naval e impacto no petróleo

A crise ganhou uma nova frente na segunda-feira (20), quando os Houthis, que dominam parte do Iêmen, anunciaram um bloqueio naval contra a Arábia Saudita. A medida ameaça o estreito de Bab el-Mandeb, rota essencial que conecta o Mar Vermelho ao Golfo de Áden e ao Oceano Índico.

A região é vital para o transporte de milhões de barris de petróleo saudita destinados à Europa e Ásia, servindo como alternativa ao Estreito de Ormuz, cujo tráfego foi quase totalmente interrompido com o início da guerra. Após o anúncio, dois petroleiros que haviam carregado combustível em Yanbu alteraram suas rotas. Donald Trump afirmou que tomará providências caso o estreito seja efetivamente fechado.

A instabilidade refletiu nos mercados globais, elevando o preço do petróleo Brent em mais de 2%, superando a marca de US$ 91 por barril.

Diplomacia e custos financeiros

Apesar do cenário bélico, existem movimentações diplomáticas. O Irã recebeu, via mediadores, uma proposta de cessar-fogo com duração de 10 dias, visando preservar um acordo de paz provisório firmado em junho. O ministro do Interior iraniano, Eskandar Momeni, reforçou esse pedido de redução do conflito durante visita oficial ao Paquistão.

Simultaneamente, os EUA preparam a estrutura financeira para a continuidade do combate. O secretário de Guerra, Pete Hegseth, solicitou ao Congresso a aprovação de um pacote de US$ 70 bilhões para a Defesa, destinados, entre outros fins, à reposição de estoques de mísseis. Hegseth informou ainda que o conflito com o Irã já gerou gastos de US$ 37,5 bilhões aos cofres públicos americanos.

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