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Estados Unidos e Irã realizam ataques recíprocos contra bases militares e infraestruturas no Oriente Médio

19 de Julho de 2026 às 15:00

Estados Unidos e Irã realizaram ataques recíprocos contra bases militares e infraestruturas estratégicas no Oriente Médio. As ofensivas atingiram uma usina nuclear em construção no Irã e instalações no Kuwait, Bahrein e Jordânia, resultando em mortes. O conflito causou o fechamento do trânsito de navios no Estreito de Ormuz

Os Estados Unidos e o Irã intensificaram a escalada militar no Oriente Médio, com a realização de ataques recíprocos que atingiram infraestruturas estratégicas e bases militares em diversos países da região. A ofensiva ocorre em um momento de alta tensão, coincidindo com os preparativos para a final da Copa do Mundo de Futebol, marcada para este domingo (19).

Ataques a instalações nucleares e militares

Na madrugada deste domingo, no horário local, as forças estadunidenses atingiram um canteiro de obras de uma usina nuclear em Darkhoveyn, no sudoeste do Irã. A Organização de Energia Atômica do Irã (AEOI) confirmou a ação, ressaltando que ataques a instalações nucleares pacíficas são proibidos pelo direito internacional.

A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), órgão vinculado à ONU, informou que investiga o ocorrido. De acordo com a entidade, a unidade em Darkhoveyn estava em fases iniciais de construção e não possuía material nuclear na última visita técnica, o que anula riscos radiológicos. O diretor geral da AIEA, Rafael Grossi, pediu moderação militar em áreas nucleares.

Paralelamente, o Comando Central dos EUA (CENTCOM) confirmou a execução da oitava onda consecutiva de ataques contra o território iraniano. A operação mirou capacidades de defesa aérea, vigilância costeira, armazenamento de mísseis, drones e ativos marítimos, com o objetivo de degradar o potencial bélico do país.

Retaliações e impacto regional

O Irã reagiu com ataques a bases militares dos Estados Unidos em países vizinhos. No Kuwait, unidades de dessalinização de água e geração de energia foram atingidas pela segunda vez em 48 horas, especificamente no acampamento al-Adiri, centro de apoio logístico americano.

Outras ofensivas foram registradas no Bahrein e na Jordânia, resultando na morte de ao menos dois militares estadunidenses. O governo jordaniano relatou a interceptação de três de quatro mísseis iranianos que violaram seu espaço aéreo; o projétil restante caiu em zona remota e desabitada, sem causar danos ou vítimas.

Crise diplomática e bloqueios

O conflito recente é marcado por acusações mútuas de violação de um Memorando de Entendimento. O Irã reportou a morte de 57 pessoas nas últimas ondas de ataques e acusa os EUA de bombardear infraestruturas civis, como pontes, hospitais e postos de monitoramento marítimo.

Em contrapartida, os Estados Unidos sustentam que o Irã atacou navios comerciais no Estreito de Ormuz, provocando o fechamento do trânsito na região. Como parte das operações de defesa, o Corpo da Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) anunciou a interceptação de dois drones MQ-9 Reaper e impediu a passagem de quatro embarcações pelo estreito neste domingo.

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