Estados Unidos impõem sanções a nove autoridades de Cuba, incluindo o serviço de espionagem do país
O Tesouro dos Estados Unidos sancionou nove autoridades de Cuba, incluindo a Diretoria de Inteligência e membros do Partido Comunista. A medida faz parte de uma estratégia do governo Donald Trump para pressionar a gestão cubana. O Departamento de Justiça planeja formalizar acusações criminais contra Raúl Castro nesta quarta-feira
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O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou, nesta segunda-feira (18), a imposição de sanções a nove autoridades de Cuba, incluindo a Diretoria de Inteligência (DI), o principal serviço de espionagem do país. Entre os alvos da medida estão a ministra das Comunicações, Mayra Arevich Marin, integrante do Comitê Central do Partido Comunista desde abril de 2021, e o presidente da Assembleia Nacional, Juan Esteban Lazo Hernandez, que também compõe o Politburo e a liderança do Partido Comunista.
A lista de punições abrange ainda figuras do alto escalão militar e político, como o general do Exército e vice-ministro das Forças Armadas Revolucionárias, Joaquin Quintas Sola, o oficial Raul Villar Kessel e Roberto Tomas Morales Ojeda, ex-vice-presidente e ex-ministro da Saúde Pública. Além desses nomes, diversas autoridades de menor hierarquia foram atingidas.
As sanções integram a estratégia do governo de Donald Trump para pressionar a gestão cubana, classificada por Washington como incompetente e corrupta, com o objetivo de provocar uma mudança de regime na ilha. Essa ofensiva inclui a tentativa de bloquear o fornecimento de petróleo proveniente do México e da Venezuela, além de ameaças de punições a nações que exportem combustível para Cuba, fator que resultou em apagões e instabilidade econômica no território.
Para viabilizar essas ações, Trump assinou, em 1º de maio, uma ordem executiva que expande o poder do governo americano para sancionar setores estratégicos da economia cubana. O documento também permite a aplicação de sanções secundárias contra instituições financeiras estrangeiras que mantenham negócios com entidades ou indivíduos punidos pelos Estados Unidos.
No campo jurídico, o Departamento de Justiça informou, na semana passada, que o governo planeja formalizar acusações criminais contra o ex-presidente Raúl Castro nesta quarta-feira.