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Estados Unidos usarão ativos iranianos para indenizar danos causados ao transporte marítimo

24 de Julho de 2026 às 06:11

Os Estados Unidos utilizarão ativos iranianos para indenizar danos a navios e cargas marítimas. O Irã rejeitou a medida e uma proposta de cessar-fogo, enquanto a Guarda Revolucionária ameaça interromper o fluxo de petróleo no Golfo Pérsico

Estados Unidos usarão ativos iranianos para indenizar danos causados ao transporte marítimo
Reprodução / X

O governo dos Estados Unidos anunciou que utilizará ativos iranianos sob seu controle para indenizar danos causados a navios, cargas ou bens ligados ao transporte marítimo. A medida foi divulgada nesta quinta-feira (23) pelo presidente Donald Trump, que classificou a ação como justa e equitativa, embora não tenha detalhado a natureza dos fundos nem o mecanismo jurídico para a execução dos pagamentos.

Em resposta, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Seyed Abbas Araghchi, afirmou que a confiscação de bens para quitar reivindicações não relacionadas estabelece um precedente perigoso. Araghchi alertou que a normalização de apreensões de ativos estrangeiros pode gerar caos global, comprometendo a segurança financeira de qualquer nação.

Tensões no Estreito de Ormuz

A disputa financeira ocorre em um cenário de escalada militar. Na quarta-feira (22), Trump ameaçou bombardear infraestruturas do Irã, como usinas elétricas ou pontes, caso a República Islâmica utilize mísseis, drones ou foguetes contra embarcações no Estreito de Ormuz.

A Guarda Revolucionária do Irã reagiu às ameaças prometendo cortar o fornecimento de energia para aliados dos americanos no Oriente Médio. O comando militar iraniano também alertou que poderá interromper o fluxo de petróleo no Golfo Pérsico e atacar alvos econômicos e energéticos de países vizinhos.

Impasse diplomático e ataques no Mar Vermelho

Diante do conflito, o Irã rejeitou uma proposta de cessar-fogo apresentada por Donald Trump via intermédio do primeiro-ministro do Iraque. Embora os termos do acordo não tenham sido revelados, Teerã informou que não aceitará soluções temporárias que não resolvam a questão do controle do Estreito de Ormuz, rota vital para o transporte global de petróleo.

Seyed Abbas Araghchi minimizou a necessidade de novos intermediários, afirmando que a interlocução entre as duas potências já possui mediadores suficientes.

Paralelamente, os Houthis, grupo iemenita apoiado pelo Irã, reivindicaram ataques a dois petroleiros da Arábia Saudita no Mar Vermelho, alegando a violação de um bloqueio naval. O governo saudita confirmou a agressão a um dos navios, porém a agência britânica United Kingdom Maritime Trade Operations (UKMTO) não atribuiu a autoria do ataque.

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