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Ex-youtuber de esportes abandona carreira digital para adotar o anarquismo e a vida comunitária

25 de Julho de 2026 às 06:33

O ex-criador de conteúdo espanhol Andrés Cabrera abandonou a carreira digital para viver no anarquismo e em comunidades em Granada. Atualmente, ele trabalha com hortas comunitárias, projetos sociais, redação de livros e edição de publicações

Um ex-criador de conteúdo esportivo, que consolidou sua presença no YouTube antes mesmo da popularização do termo influenciador, abandonou a carreira digital para adotar o anarquismo e a vida comunitária. Andrés Cabrera, natural de Alcalá de Henares, foi um dos fundadores dos canais Campeones e Charlas de fútbol, projetos que pioneiramente integraram o formato de youtuber ao rigor jornalístico na Espanha.

A decisão de deixar a capital espanhola ocorreu durante o auge da pandemia, motivada pelo desgaste com as dinâmicas impostas pelo mercado de criação de conteúdo. Atualmente, Cabrera reside no bairro Sacromonte, em Granada, onde prioriza a gestão de hortas comunitárias e a participação em projetos sociais autogeridos.

Transição de carreira e impacto social

Para se sustentar, o profissional de trinta e poucos anos alterna entre empregos temporários e atividades intelectuais, como a redação de livros e a edição de publicações. Ele também atua como um dos pilares de um projeto político e de uma biblioteca localizada no centro de Granada.

A trajetória de Cabrera contrasta com a tendência atual da juventude espanhola, onde estudos indicam que um em cada três jovens deseja atuar como influenciador. Na Espanha, estima-se que cerca de 150 mil pessoas obtenham renda regular nessa atividade, considerando perfis com mais de 10 mil seguidores em plataformas como TikTok e Instagram.

Saúde mental no ambiente digital

A mudança de vida de Cabrera também evidencia a precariedade da saúde mental no setor de redes sociais. Dados apontam que 65% dos influenciadores enfrentam quadros de ansiedade ou depressão, enquanto 62% sofrem da síndrome de burnout.

Cabrera afirma que sua escolha não se trata de um arrependimento profissional ou de uma crítica a quem deseja iniciar projetos midiáticos, mas sim da busca por um modelo de existência que lhe proporcione felicidade e bem-estar.

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