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Expedição localiza navio do século XVIII com carga de luxo na costa da Noruega

21 de Julho de 2026 às 15:29

Uma expedição localizada no estreito de Skagerrak, na Noruega, encontrou os restos de um navio do século XVIII a 600 metros de profundidade. A carga preservada inclui porcelana chinesa, tecidos e materiais orgânicos, sendo classificada como monumento cultural protegido. Os itens recuperados serão expostos no Museu Marítimo Norueguês

Expedição localiza navio do século XVIII com carga de luxo na costa da Noruega
Travocean

Uma expedição submarina localizou, no Mar do Norte, os restos de um navio do século XVIII que transportava uma carga de luxo proveniente de diversas regiões da Europa e da Ásia. O naufrágio foi encontrado no estreito de Skagerrak, na costa sudeste da Noruega, a aproximadamente 600 metros de profundidade.

A descoberta, realizada por Espen Saastad, designer de relógios e proprietário de uma empresa de inspeções via veículos controlados remotamente, revela a existência de caixas empilhadas e objetos espalhados ao redor do casco. Apesar de danos causados por atividades de pesca moderna, a maior parte dos itens apresenta um estado de conservação incomum.

Riquezas e rotas comerciais

O sítio arqueológico é classificado pela Direção Norueguesa de Patrimônio Cultural como único no norte da Europa. A carga inclui grandes quantidades de porcelana chinesa intacta, com destaque para uma peça em formato de flor de lótus, além de taças, componentes de luminárias e objetos decorativos. No século XVIII, tais cerâmicas eram mercadorias de alto valor e crescente popularidade no continente europeu.

Além dos itens de luxo, foram identificadas fileiras de caixas ainda não detalhadas, que parecem conter tecidos e materiais orgânicos, possivelmente ervas, chá ou produtos medicinais. A preservação desses materiais delicados é atribuída às baixas temperaturas, à ausência de luz e à estabilidade do ambiente submarino.

Origem e datação do navio

Embora o destino e a procedência exata da embarcação permaneçam desconhecidos, a diversidade de produtos — que podem ter vindo da Inglaterra ou Alemanha além da China — indica que o navio operava em uma rede comercial global complexa.

Um indício crucial para a datação é um tijolo da cozinha do navio com o selo da Lubecker Ratsziegelei, fábrica de Lübeck que operou do século XV até 1772. Esse dado situa o naufrágio antes do fim do século XVIII e serve como pista para identificar onde a embarcação foi construída ou abastecida.

Preservação e exposição

A Direção Norueguesa de Patrimônio Cultural, representada por Hanna Geiran, define o achado como um monumento cultural protegido e de interesse público. O objetivo agora é documentar o local sem comprometer o equilíbrio do ecossistema submarino. As peças recuperadas deverão integrar uma futura exposição no Museu Marítimo Norueguês, em Oslo, para ilustrar a história da navegação e do comércio de luxo de três séculos atrás.

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