Governo de Donald Trump analisa ofensiva militar no Mali para combater grupo vinculado à Al-Qaeda
O governo de Donald Trump estuda realizar uma ofensiva militar no Mali para combater o grupo Jama'at Nusrat al-Islam wal-Muslimin, vinculado à Al-Qaeda. A operação, ainda sem consenso na administração, tornaria o país a oitava nação alvo de ações dos Estados Unidos desde janeiro de 2025
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O governo de Donald Trump analisa a possibilidade de lançar uma ofensiva militar no Mali para combater o Jama'at Nusrat al-Islam wal-Muslimin (JNIM). O grupo, vinculado à Al-Qaeda, é identificado como a organização extremista com maior poder bélico na região do Sahel. Recentemente, o JNIM intensificou ataques coordenados em diversas localidades do país, chegando a operar na capital, Bamako.
Apesar da análise estratégica, a decisão de intervir no território maliano ainda não é consensual entre os membros da administração norte-americana. Caso a operação seja confirmada, o Mali se tornará a oitava nação alvo de ações militares dos Estados Unidos desde o início do segundo mandato de Trump, em janeiro de 2025.
Intervenções na África e Oriente Médio
A estratégia de combate ao terrorismo do governo Trump já resultou em diversas incursões no continente africano. Na Nigéria, bombardeios ocorreram em dezembro de 2025 como resposta a atentados do Estado Islâmico (EI) contra cristãos no noroeste do país. Posteriormente, em maio de 2026, uma operação conjunta com o exército nigeriano eliminou Abu-Bilal al-Minuki, o segundo em comando do EI.
Na Somália, as ações se intensificaram a partir de fevereiro de 2025. De acordo com o think tank New America, foram realizados aproximadamente 200 ataques contra células da Al-Qaeda, do Al-Shabaab e do braço local do Estado Islâmico.
No Oriente Médio, a ofensiva contra o Estado Islâmico também foi prioritária:
- Iraque: Ataques de precisão em março de 2025, com apoio de inteligência local, resultaram na morte do líder Abu Khadijah.
- Síria: O país sofreu sucessivas ondas de bombardeios. Em dezembro de 2025, a resposta foi motivada pela morte de dois soldados dos EUA e um intérprete em Palmira. Em janeiro de 2026, houve nova ofensiva em todo o território sírio e, em junho, a operação culminou na morte de Ali Husayn al-‘Ulaywi, líder do EI no noroeste da Síria.
Conflitos com o Irã e Houthis
A relação com o Irã escalou para um estado de guerra em 28 de fevereiro de 2025, após bombardeios conjuntos entre EUA e Israel eliminarem a alta cúpula iraniana, incluindo o líder supremo Ali Khamenei. O conflito, marcado por fases de cessar-fogo e acordos preliminares, foi retomado integralmente em julho. Precedendo a guerra, em junho de 2025, as forças norte-americanas bombardearam as usinas nucleares de Fordow, Natanz e Isfahan para impedir que o Irã desenvolvesse armamento nuclear.
Paralelamente, entre março e maio de 2025, os EUA conduziram uma operação de larga escala no Iêmen contra os Houthis, aliados do Irã. A ação foi uma retaliação a ataques de navios comerciais no Mar Vermelho, realizados em apoio ao Hamas na Faixa de Gaza. Os bombardeios atingiram a capital Sanaa e zonas portuárias, causando dezenas de mortes, até que Trump anunciou um cessar-fogo em maio.
Operação na Venezuela
A intervenção mais expressiva do atual mandato ocorreu na Venezuela. Em uma operação noturna em Caracas, apoiada por bombardeios pontuais, as forças dos EUA capturaram o ditador Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores.
Desde a queda do regime, o governo Trump assumiu a gestão de Caracas. Maduro e Flores foram transferidos para Nova York, onde permanecem presos e aguardam julgamento por tráfico de drogas, processo previsto para iniciar em junho de 2027.