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Governo de Donald Trump analisa operação militar no Mali para combater grupo vinculado à Al-Qaeda

23 de Julho de 2026 às 07:28

O governo de Donald Trump avalia realizar uma operação militar no Mali para combater o grupo extremista Jama'at Nusrat al-Islam wal-Muslimin. A proposta ainda não possui aprovação final e enfrenta divergências internas nos Estados Unidos

A administração de Donald Trump analisa a possibilidade de deflagrar uma operação militar no Mali com o objetivo de desarticular o Jama'at Nusrat al-Islam wal-Muslimin (JNIM), grupo extremista vinculado à Al-Qaeda. A proposta, revelada nesta quarta-feira (22), ainda enfrenta divergências internas no governo dos Estados Unidos e não recebeu aprovação final.

Cenário de instabilidade no Sahel

O JNIM consolidou-se como a organização extremista com maior poder bélico na região do Sahel, a faixa semiárida situada ao sul do deserto do Saara. Recentemente, a facção intensificou ataques coordenados em diversas localidades do Mali, chegando a operar na capital, Bamako, e a conquistar uma cidade estratégica no norte do país após combates contra forças russas e o Exército local.

Além da atuação no Mali, o grupo expande sua ofensiva para nações da costa da África Ocidental, onde disputa a hegemonia regional com uma vertente do Estado Islâmico.

Tensões geopolíticas e influência russa

A intervenção americana ocorre em um contexto de complexidade diplomática. Desde o golpe militar de 2021, o Mali é administrado por uma junta que rompeu vínculos com as potências ocidentais para estreitar relações com a Rússia, utilizando mercenários no combate a insurgentes.

Uma ação militar dos EUA elevaria a probabilidade de confrontos diretos entre tropas americanas e russas, dado que Moscou mantém presença no território por meio de um grupo vinculado ao seu Ministério da Defesa.

Posicionamento oficial e histórico de intervenções

O Departamento de Estado americano não confirmou apoio à operação. O secretário Marco Rubio limitou-se a condenar as atividades terroristas no país africano.

Se concretizada, a ofensiva tornará o Mali o oitavo país alvo de intervenções dos Estados Unidos no segundo mandato de Trump. Desde o ano passado, o governo americano já realizou ações no Iêmen, Somália, Síria, Irã, Iraque, Nigéria e Venezuela.

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