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ICE suspende abordagens a veículos nos Estados Unidos para prisões e deportações de imigrantes

14 de Julho de 2026 às 15:09

O Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos suspendeu abordagens a veículos, permitindo paradas apenas com mandado de prisão. A medida ocorre após mortes de imigrantes em operações, incluindo os casos de Joan Sebastian Guerrero e Lorenzo Salgado Araujo

ICE suspende abordagens a veículos nos Estados Unidos para prisões e deportações de imigrantes
GETTY IMAGES/Reprodução

O Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) suspendeu as abordagens a veículos em todo o território norte-americano. A determinação atinge agentes responsáveis por prisões e deportações de imigrantes em situação irregular. A partir de agora, as paradas de trânsito só serão permitidas caso exista um mandado de prisão contra algum ocupante do veículo, situação que exigirá o apoio de outras forças de segurança.

Incidentes e contradições

A mudança de diretriz ocorre após a divulgação de imagens de segurança que mostram um agente da corporação atirando em Joan Sebastian Guerrero, um colombiano de 26 anos, na cidade de Biddeford, estado do Maine. Guerrero possuía autorização de trabalho e registro junto ao serviço de Segurança Nacional.

O Departamento de Segurança Interna (DHS) justificou a ação alegando que o agente abriu fogo por temer a segurança pública enquanto a vítima tentava fugir em seu carro. Embora o órgão tenha afirmado inicialmente que o homem estava armado, as gravações desmentiram a versão. Após a publicidade das imagens, o departamento não detalhou os motivos que levaram o agente a considerar Guerrero um risco.

Histórico recente de violência

A nova estratégia do ICE também reage a outro episódio ocorrido na semana passada em Houston, Texas. Na ocasião, um agente federal matou Lorenzo Salgado Araujo, cidadão mexicano em situação irregular, durante uma blitz de trânsito. De acordo com o ICE, Araujo tentou fugir durante a operação de fiscalização migratória.

Repercussão diplomática

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, classificou a morte de Joan Sebastian Guerrero como um assassinato cometido pelo governo dos EUA. Por meio da rede social X, Petro relacionou o crime à campanha de deportações de Donald Trump, posicionando-se contra as políticas de imigração adotadas.

Com informações de G1

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