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Irã ataca central de dados da Amazon no Bahrein e bases dos Estados Unidos no Oriente Médio

21 de Julho de 2026 às 18:23

O Irã atacou alvos dos Estados Unidos no Bahrein, Kuwait e Jordânia, resultando na destruição de uma central de dados da Amazon e mortes de militares. Os Estados Unidos responderam com ofensivas contra instalações iranianas, enquanto o presidente Donald Trump ameaçou atacar o complexo nuclear Montanha Pickaxe. O conflito elevou o preço do petróleo Brent para U$S 90

Irã ataca central de dados da Amazon no Bahrein e bases dos Estados Unidos no Oriente Médio
© PASCAL ROSSIGNOL

O Irã, por meio do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), intensificou ofensivas militares contra alvos estratégicos dos Estados Unidos no Oriente Médio nesta terça-feira (21). Entre as ações, destaca-se a destruição de uma central de dados da Amazon localizada no Bahrein, atingida por mísseis de cruzeiro.

O governo do Bahrein classificou as incursões iranianas como ataques ilegais contra civis, embora não tenha detalhado os locais atingidos, afirmando ter interceptado com sucesso diversas investidas aéreas.

Ofensivas no Kuwait e Jordânia

A estratégia iraniana incluiu a neutralização de radares de defesa antimíssil e de alerta na Base Aérea de Jaber, no Kuwait. A IRGC descreveu a operação como uma etapa de supressão para viabilizar ataques subsequentes, com maior volume de mísseis e drones.

Simultaneamente, forças iranianas atacaram um complexo de tropas norte-americanas na região de al-Rukban, na Jordânia, resultando na morte de militares dos Estados Unidos.

Contra-ataques e ameaças dos EUA

Em resposta, os Estados Unidos deflagraram uma nova onda de ataques para reduzir a capacidade militar do Irã, focando em instalações marítimas, centros de comando, sistemas de defesa aérea e pontos de lançamento de drones e mísseis. O objetivo central é mitigar as ameaças ao transporte comercial no Estreito de Ormuz.

O presidente Donald Trump elevou a tensão ao anunciar a intenção de atacar, em breve e com força, o complexo nuclear Montanha Pickaxe, situado próximo às instalações de Natanz, afirmando que o governo iraniano não possui meios para impedir a operação.

Impactos no mercado de petróleo e rotas marítimas

A escalada do conflito e a fragilidade dos acordos entre as duas potências provocaram a alta do petróleo. O barril do tipo Brent subiu aproximadamente 2% nesta terça-feira, atingindo a marca de U$S 90, após ter registrado a mínima de US$ 72 no início de julho.

O cenário de instabilidade é agravado por ações de aliados do Irã:

  • Os houthis, no Iêmen, estabeleceram um bloqueio naval contra a Arábia Saudita no Estreito de Bab el-Mandeb.
  • A Arábia Saudita nega a existência de um cerco ao Iêmen e condenou a interrupção do tráfego de suas embarcações.

A importância estratégica dessas rotas é crítica para a economia global. O Estreito de Ormuz concentra cerca de 20% do comércio mundial de petróleo, enquanto o fechamento total do Estreito de Bab el-Mandeb, principal acesso ao Mar Vermelho, poderia comprometer até 7% do abastecimento global.

Fatih Birol, diretor executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), alertou que as ameaças ao Bab el-Mandeb — que serve como alternativa ao Ormuz — aumentam a incerteza do mercado e colocam em risco a segurança do fornecimento global de combustíveis.

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