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Irã declara base militar britânica em Fairford como alvo legítimo para futuras ofensivas

23 de Julho de 2026 às 15:09

O governo do Irã classificou a base militar de Fairford, na Inglaterra, como alvo legítimo por supostamente coordenar bombardeios dos Estados Unidos. Simultaneamente, Teerã relatou novos ataques americanos na ilha de Qeshm, enquanto o presidente Donald Trump avalia a retomada de grandes operações de combate no país

O governo do Irã anunciou, nesta quinta-feira (23), que a base militar de Fairford, localizada na Inglaterra, agora é vista por Teerã como um alvo legítimo para futuras ofensivas. A decisão ocorre sob a justificativa de que a instalação britânica, situada a 90 km de Londres, teria sido utilizada pelos Estados Unidos para coordenar bombardeios contra território iraniano, embora não tenham sido apresentadas provas para a acusação.

Escalada no Oriente Médio

A ameaça marca a primeira vez que o Reino Unido entra no radar de alvos diretos do Irã desde que a guerra no Oriente Médio foi retomada integralmente em julho. O conflito, centralizado no embate entre EUA e Irã, já impacta nações árabes que sediam bases norte-americanas, as quais têm sido objeto de retaliações iranianas.

Anteriormente, a Europa manifestou preocupação sobre a capacidade de mísseis balísticos iranianos de atingir grandes cidades do continente. Esse receio foi intensificado após um ataque à base conjunta de britânicos e americanos em Diego Garcia, no Oceano Índico. Na ocasião, os projéteis foram interceptados, mantendo incerta a real potência do armamento de Teerã.

Novos bombardeios e resposta dos EUA

Paralelamente às ameaças contra a base britânica, a agência estatal Tasnim reportou novas explosões na ilha de Qeshm, localizada no Estreito de Ormuz, atribuindo a ação a um novo bombardeio dos Estados Unidos. O Exército dos EUA, que mantém ataques diários contra o Irã há quase duas semanas, não se pronunciou publicamente sobre esse episódio específico.

Em entrevista ao site Axios, o presidente Donald Trump afirmou, também nesta quinta-feira (23), que avalia seriamente a retomada de grandes operações de combate no país. Trump indicou que a nova ofensiva poderá ter uma escala superior à da Operação Epic Fury.

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