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Irã envia armamentos e militares para os Houthis no Iêmen em operação secreta

23 de Julho de 2026 às 12:21

O Irã enviou armamentos, ouro e entre 10 e 21 militares da Guarda Revolucionária aos Houthis, no Iêmen, em voo da Mahan Air no dia 13 de julho. A remessa, desviada para Hodeidah, visa treinar o grupo em sistemas de mísseis e drones. Em resposta aos ataques a navios no Mar Vermelho, Donald Trump prometeu punição militar a Teerã e aos Houthis

O Irã realizou o transporte secreto de armamentos e pessoal militar para o grupo extremista Houthis, no Iêmen, durante este mês. A operação, confirmada por dados de inteligência e pelo ministro da Informação iemenita, Moammar al-Iryani, ocorreu em um voo da companhia Mahan Air que partiu de Teerã no dia 13 de julho.

A aeronave transportava entre 10 e 21 integrantes da Guarda Revolucionária (IRGC), incluindo comandantes de alto escalão e assessores militares, além de equipamentos para drones e mísseis. Para viabilizar as atividades do grupo, o governo iraniano também enviou ouro na mesma remessa.

Embora o destino inicial fosse a capital Sanaa, o voo foi desviado para a cidade portuária de Hodeidah, no Mar Vermelho, devido a um bombardeio conjunto realizado pela Arábia Saudita e pelo governo iemenita contra o aeroporto de Sanaa.

Impactos no comércio marítimo e energia

A chegada dos militares iranianos visa fornecer treinamento em novos sistemas de mísseis e apoiar as operações dos Houthis. Coincidindo com esse reforço, o grupo retomou ataques a navios comerciais no Mar Vermelho, incluindo a agressão a dois petroleiros sauditas na última quarta-feira e a imposição de desvios de rota para embarcações de petróleo da Arábia Saudita.

Essas ações resultaram no fim de uma trégua de quatro anos entre Riade e os Houthis. O grupo extremista, que controla áreas estratégicas do Iêmen, estabeleceu um bloqueio naval contra a Arábia Saudita em retaliação ao ataque aéreo em Sanaa e ameaçou fechar o Estreito de Bab El-Mandeb, ponto crucial que conecta o mar ao Oceano Índico.

A instabilidade no fornecimento global de energia foi agravada por uma instrução de Teerã aos Houthis: o grupo deve se preparar para bloquear totalmente o Bab El-Mandeb caso os Estados Unidos ataquem a infraestrutura energética do Irã.

Reação dos Estados Unidos

O presidente dos EUA, Donald Trump, reagiu às novas ofensivas prometendo uma "punição militar severa" tanto aos Houthis quanto ao Irã. Através da rede social Truth Social, Trump afirmou que a responsabilidade recairá sobre Teerã caso os ataques a navios no Mar Vermelho persistam, lembrando que o grupo já havia sido alvo de força militar americana há um ano por interferir no comércio marítimo.

Com informações de G1

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