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Israel planeja operação militar na Cisjordânia após confronto deixar seis mortos

24 de Julho de 2026 às 18:12

As Forças de Defesa de Israel planejam operação militar na região de Tal, na Cisjordânia, após confronto que deixou dois israelenses e quatro palestinos mortos. O comando militar suspendeu licenças de soldados e fechou postos de controle no norte do território. Paralelamente, o governo de Israel anunciou a aceleração da criação de assentamentos agrícolas na região

Israel planeja operação militar na Cisjordânia após confronto deixar seis mortos
Jaafar Ashtiyeh / AFP

As Forças de Defesa de Israel (FDI) planejam uma operação militar na Cisjordânia, especificamente na região de Tal, após um confronto que resultou na morte de dois israelenses e quatro palestinos nesta sexta-feira (24). A mobilização ocorreu após relatos de um ataque contra civis israelenses que realizavam uma excursão nas proximidades do assentamento de Havat Gilad.

Para viabilizar a ação, o comando militar suspendeu as licenças de soldados que atuam na região e reforçou o efetivo. O fechamento de todos os postos de controle no norte da Cisjordânia também foi registrado, com o deslocamento de tropas para a área.

Dinâmica do confronto e divergências

A versão do Exército israelense indica que houve um embate entre dezenas de pessoas, envolvendo soldados e a equipe de segurança do assentamento. De acordo com as forças militares, um palestino teria tomado a arma de um colono, matando um homem de 30 anos. Um segundo israelense, de 32 anos e membro da segurança local, também morreu durante a troca de tiros.

Por outro lado, o Ministério da Saúde palestino confirmou a morte de quatro palestinos na cidade de Tal, além de quatro feridos, três deles em estado grave. Walid Zidan, presidente do conselho local de Tal, contestou a narrativa de Israel, afirmando que cerca de 20 colonos invadiram a cidade palestina antes do início dos conflitos, relato corroborado por testemunhas.

Expansão de assentamentos e novas tensões

Paralelamente aos eventos militares, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu anunciou que o governo irá acelerar a regularização e a criação de novos assentamentos agrícolas na Cisjordânia ocupada. No mesmo sentido, o ministro da Defesa, Israel Katz, determinou operações em vilarejos palestinos identificados como bases de grupos armados.

A instabilidade se estendeu a outras localidades. Em Far'ata, o Crescente Vermelho Palestino reportou oito feridos, muitos por disparos. O presidente do conselho local, Abdel Moneim Shaneh, alegou que colonos, escoltados por forças israelenses, atacaram a cidade e incendiaram plantações de oliveiras. Em Sarra, outras duas pessoas ficaram feridas em ataques atribuídos a colonos.

Contexto regional e prisões

O Exército de Israel informou a prisão de dois homens em um hospital de Nablus, acusados de participação nos episódios de violência. Um dos detidos era um palestino ferido, preso junto ao próprio irmão.

A região da Cisjordânia, ocupada por Israel desde 1967, apresenta um aumento na violência desde o início da guerra na Faixa de Gaza, em outubro de 2023. Atualmente, o território abriga cerca de 3 milhões de palestinos e mais de 500 mil israelenses residentes em assentamentos, os quais são considerados ilegais perante o direito internacional.

Diante do cenário, o ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, defendeu que a resposta militar ao episódio ocorra "com mão de ferro".

Com informações de G1

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