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J.D. Vance e Marco Rubio emergem como principais nomes para a sucessão republicana em 2028

20 de Julho de 2026 às 06:03

J.D. Vance e Marco Rubio surgem como principais nomes para a sucessão presidencial do Partido Republicano em 2028. Pesquisas de maio e junho indicam equilíbrio técnico entre os candidatos, com intenções de voto e aprovação similares. O cenário envolve disputas ideológicas e divergências entre financiadores do partido

J.D. Vance e Marco Rubio emergem como principais nomes para a sucessão republicana em 2028
Chip Somodevilla/Pool via Reuters; Jonathan Ernst/Reuters; Kevin Lamarque/Reuters

A sucessão presidencial do Partido Republicano para as eleições de 2028 começa a se desenhar nos bastidores da Casa Branca, com o vice-presidente J.D. Vance e o secretário de Estado Marco Rubio emergindo como os principais nomes da disputa. Embora Donald Trump tenha evitado apontar um favorito em junho, sugerindo que uma chapa composta pelos dois seria "imbatível" para projetar unidade, a realidade interna revela uma competição acirrada.

Cenário eleitoral e aceitação

Dados de pesquisas indicam um equilíbrio técnico entre os dois nomes. Um levantamento do Emerson College, divulgado em maio, atribuiu 36% das intenções de voto a Vance e 35% a Rubio em uma eventual primária. Já uma pesquisa Reuters/Ipsos de junho mostra que o vice-presidente possui uma aprovação ligeiramente superior (36% contra 32%), porém carrega uma rejeição mais elevada, de 53%, enquanto Rubio registra 45%.

O perfil e os desafios de J.D. Vance

Vance é visto como o herdeiro natural do movimento Make America Great Again (MAGA), representando a ala mais jovem do trumpismo. Com trajetória que inclui o corpo de fuzileiros navais, formação em Direito por Yale e a autoria do livro "Era uma vez um sonho", ele transitou de crítico a um dos defensores mais fervorosos da agenda de Trump.

Contudo, a imagem do vice-presidente sofreu desgastes recentes devido a resultados insuficientes em missões diplomáticas. As negociações com o Irã não prosperaram e o cessar-fogo estabelecido durou poucas semanas. Em abril, Vance viajou à Hungria para apoiar Viktor Orbán, que acabou derrotado e deixou o poder após 16 anos. No mesmo período, o vice-presidente, que é católico, precisou intervir em uma polêmica envolvendo o papa Leão XIV para defender o presidente.

A ascensão de Marco Rubio

Em contraste, Marco Rubio tem ampliado sua influência como chefe da política externa dos Estados Unidos. Filho de imigrantes cubanos e com base política na Flórida, Rubio superou as rivalidades das prévias de 2016 para se tornar um dos aliados mais próximos de Trump e peça central na ala ideológica do governo.

O secretário de Estado assumiu negociações internacionais estratégicas, incluindo:

  • Articulações sobre a Venezuela, que levaram à prisão de Nicolás Maduro em janeiro de 2026;
  • Mediações entre Estados Unidos e Brasil após a crise do tarifaço, valendo-se de sua proximidade com a família Bolsonaro;
  • Liderança nas tratativas relacionadas ao governo de Cuba.

A exposição pública de Rubio aumentou à medida que Trump o escalou para justificar decisões delicadas da diplomacia americana.

Divisões internas e apoio financeiro

A disputa reflete uma clivagem ideológica dentro do Partido Republicano. Enquanto a ala MAGA prefere Vance por sua postura menos intervencionista no exterior, outros setores veem em Rubio um perfil mais pragmático e experiente.

Essa divisão chegou aos grandes financiadores do partido. O bilionário Ken Griffin, um dos maiores doadores republicanos, manifestou em evento privado seu apoio a Rubio em detrimento de Vance para 2028. As divergências entre os dois ficaram nítidas, especialmente nas discussões sobre o Irã, onde Vance precisou conciliar seu histórico de críticas ao envolvimento militar dos EUA com as diretrizes de Trump. O clima de tensão levou a Casa Branca a tentar mediar a relação entre os dois em abril.

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