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Mortos ao longo das rotas migratórias atingem 8 mil, apesar de queda na Ásia do Mediterrâneo

26 de Fevereiro de 2026 às 12:02

Mais de 8 mil pessoas morreram ou desapareceram durante as viagens perigosas ao longo das rotas migratórias. A Organização Internacional para as Migrações (OIM) alerta que os cortes nos financiamentos dificultaram a capacidade de rastrear esses números. O Mediterrâneo registrou queda significativa nas mortes, enquanto Ásia e Chifre da África registraram aumento nos casos

Mortes de migrantes aumentam na Ásia e no Chifre da África, enquanto o Mediterrâneo registra queda significativa. A Organização Internacional para as Migrações (OIM) alerta que os cortes nos financiamentos afetaram a capacidade de rastrear mortes ao longo das rotas migratórias.

A OIM reportou quase 8 mil pessoas falecidas ou desaparecidas em viagens perigosas, como o Mediterrâneo e o Chifre da África. No entanto, os especialistas acreditam que esse número é significativamente inferior ao real devido à falta de financiamento e acesso humanitário.

As rotas legais para migração estão diminuindo em todo o mundo, levando mais pessoas a recorrer às mãos dos contrabandistas. A Europa, os Estados Unidos e outras regiões têm intensificado as fiscalizações e investido pesadamente em medidas de dissuasão.

A Ásia foi um dos principais focos da tragédia migratória no ano passado. Cerca de 3 mil mortes foram registradas na rota, com a maioria sendo afegãos que tentavam alcançar os Estados do Golfo. O Chifre da África também registrou um aumento significativo nos números de morte e desaparecimento.

O Mediterrâneo foi o cenário mais letal das rotas migratórias, com 2.108 pessoas falecidas ou desaparecidas no ano passado. No entanto, é importante notar que esse número representou uma queda significativa em relação ao ano anterior.

A OIM enfatiza a necessidade de expandir as vias seguras e regulares para os migrantes e garantir sua proteção independentemente do status legal. A organização também destaca a importância da cooperação internacional para enfrentar o desafio das migrações perigosas ao longo das rotas.

Os especialistas alertam que, se não houver medidas eficazes de abordagem à crise migratória, as mortes e desaparecimentos continuarão a ocorrer em larga escala. É fundamental investir nos programas humanitários para garantir o acesso seguro às rotas legais para os migrantes.

A Organização Internacional das Migrações (OIM) está entre vários grupos de ajuda humanitária afetados pelos cortes significativos no financiamento dos Estados Unidos, que obrigou a reduzir ou encerrar programas em uma escala grave.

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