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Nova York utiliza porcelana de vasos sanitários descartados para criar recifes artificiais de ostras

29 de Maio de 2026 às 09:23

Nova York criou recifes artificiais de ostras na Jamaica Bay utilizando porcelana de 5 mil vasos sanitários descartados. A iniciativa, do Departamento de Proteção Ambiental e do Billion Oyster Project, introduziu 50 mil moluscos em quatro estruturas para recuperação ecológica

Nova York utiliza porcelana de vasos sanitários descartados para criar recifes artificiais de ostras
Quase 5 mil vasos sanitários reciclados foram quebrados e jogados em Jamaica Bay

Nova York implementou um experimento de restauração ambiental em Jamaica Bay, uma de suas principais áreas costeiras, ao utilizar porcelana de aproximadamente 5 mil vasos sanitários descartados para a criação de recifes artificiais de ostras. A iniciativa, anunciada em 2016 pelo Departamento de Proteção Ambiental da cidade em parceria com o Billion Oyster Project, transformou resíduos que seriam destinados a aterros sanitários em substrato para a fixação de moluscos.

O material originou-se de um programa de modernização de escolas públicas da cidade, que substituiu sanitários antigos e ineficientes para reduzir o consumo de água. A porcelana foi triturada e misturada a conchas de ostras e mariscos, formando a base física necessária para que ostras jovens pudessem se prender e crescer. Ao todo, cerca de 50 mil ostras foram introduzidas em quatro recifes artificiais menores, projetados para testar a recuperação ecológica em ambientes urbanos degradados.

A escolha da porcelana como "esqueleto" para os recifes fundamenta-se na necessidade biológica das ostras de encontrar superfícies rígidas para a formação de colônias. Além de servirem como habitat para a vida marinha, esses organismos atuam como engenheiros do ecossistema, filtrando a água e reduzindo a energia das ondas, o que protege as áreas úmidas contra a erosão costeira.

Essa ação integra um esforço histórico de recuperação do porto de Nova York. No início do século 20, a região possuía populações abundantes de ostras, mas a poluição, o despejo de esgoto e a pesca excessiva dizimaram esses recifes. O Billion Oyster Project trabalha agora com a meta de restaurar 1 bilhão de ostras no porto até 2035, unindo ciência cidadã e educação.

O reaproveitamento da porcelana também foi aplicado em estruturas de drenagem urbana, conhecidas como bioswales. O projeto converteu, assim, um item que gerava desperdício hídrico no interior das escolas em uma ferramenta de infraestrutura ecológica para a reconstrução de funções naturais perdidas no fundo da baía.

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