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Onda de calor na França causou o maior excesso de mortes no país desde 2003

22 de Julho de 2026 às 18:22

A agência de saúde pública da França registrou 5.764 mortes excedentes entre o fim de junho e início de julho, alta de 36% em relação ao esperado. O índice é o maior desde 2003, com maior impacto na região de Paris

Onda de calor na França causou o maior excesso de mortes no país desde 2003
AP/Christophe Ena

A agência de saúde pública da França divulgou, nesta quarta-feira (22), que a onda de calor ocorrida entre o fim de junho e o início de julho causou um excesso de 5.764 mortes. O volume de óbitos representa um aumento de 36% em comparação ao índice esperado para o período sem a influência de temperaturas extremas.

Este é o maior índice de mortalidade associado ao calor registrado no país desde 2003, ano em que um evento climático similar resultou em aproximadamente 15 mil mortes e alterou as estratégias de preparação francesa para crises climáticas.

Impacto estatístico e recordes térmicos

Entre os dias 17 de junho e 2 de julho, foram contabilizados 21.674 óbitos por diversas causas. Modelos estatísticos baseados em anos anteriores indicam que, em condições climáticas normais, o número de mortes seria de 15.910, o que define a diferença como o excesso de mortalidade.

O pico de fatalidades ocorreu entre 25 e 27 de junho, concentrando mais da metade das mortes acima da média. Esse intervalo coincide com o período de maior intensidade térmica, no qual a França atingiu a maior temperatura média nacional de sua história, de 30°C, nos dias 24 e 25 de junho. Durante esse episódio, diversas cidades registraram termômetros acima de 40°C e recordes de calor noturno.

Distribuição geográfica e locais de óbito

A região de Paris foi a área mais impactada, com 1.999 mortes acima do esperado, o que equivale a um salto de 80% sobre a previsão normal para o período.

Quanto aos locais onde as mortes ocorreram, o levantamento aponta que:

  • Quase metade das mais de 21,6 mil vítimas faleceu em hospitais;
  • Cerca de um terço dos óbitos aconteceu em residências;
  • O restante ocorreu, majoritariamente, em instituições de longa permanência para idosos.

Fatores de risco e contexto climático

O monitoramento abrange todas as causas de morte, visto que o estresse térmico agrava quadros de doenças renais, respiratórias e cardiovasculares. Além disso, a desidratação e complicações em pacientes com doenças crônicas e idosos elevam a vulnerabilidade desses grupos.

Os dados evidenciam a tendência de ondas de calor na Europa, que se tornam mais prolongadas, intensas e frequentes devido ao processo de aquecimento global.

Com informações de G1

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