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Passageiro dos Estados Unidos testa positivo para hantavírus após evacuação de navio de cruzeiro

11 de Maio de 2026 às 06:06

Autoridades americanas confirmaram que um passageiro assintomático do navio MV Hondius testou positivo para hantavírus. O viajante e outros 16 cidadãos dos EUA serão encaminhados à Universidade de Nebraska para isolamento e monitoramento. O surto na embarcação já causou três mortes e cinco diagnósticos confirmados

Passageiro dos Estados Unidos testa positivo para hantavírus após evacuação de navio de cruzeiro
Associated Press

Um passageiro dos Estados Unidos testou positivo para hantavírus após ser evacuado do navio de cruzeiro MV Hondius, embora não apresente sintomas. O caso foi confirmado por autoridades sanitárias americanas neste domingo (10). O viajante integra um grupo de 17 cidadãos dos EUA que retornam em um voo fretado com destino a Omaha, previsto para pousar na segunda-feira (11).

Ao chegarem, os passageiros serão encaminhados à Universidade de Nebraska. O indivíduo com teste positivo será isolado na Unidade de Biocontenção da instituição, enquanto os demais serão monitorados na Unidade Nacional de Quarentena para avaliar o risco de transmissão e o nível de exposição ao patógeno.

A operação de desembarque ocorreu em Tenerife, nas Ilhas Canárias, onde passageiros foram escoltados com roupas especiais e máscaras, passando por desinfecção com pulverizadores antes de embarcarem em aviões militares e governamentais. Cidadãos espanhóis foram levados a um hospital militar em Madri e franceses foram recebidos por equipes de emergência em Paris. No caso da França, o primeiro-ministro Sébastien Lecornu informou que um dos cinco passageiros apresentou sintomas durante o voo, resultando no isolamento rigoroso de todo o grupo para a realização de testes.

O surto a bordo do MV Hondius já causou três mortes e resultou no diagnóstico de hantavírus em outros cinco passageiros que haviam deixado a embarcação anteriormente. Apesar disso, a Organização Mundial da Saúde (OMS), por meio de seu diretor-geral, Tedros Adhanom Ghebreyesus, classificou o risco para a população geral como baixo. No momento do desembarque em Tenerife, a empresa Oceanwide Expeditions, a OMS e o Ministério da Saúde espanhol haviam declarado que nenhuma das mais de 140 pessoas a bordo manifestava sintomas.

A crise sanitária envolve a variante do vírus dos Andes, que, diferentemente de outras formas de hantavírus transmitidas por fezes e urina de roedores, pode ser transmitida entre seres humanos em casos específicos. O período de incubação dos sintomas varia de uma a oito semanas.

Diversas nações implementaram protocolos rígidos de quarentena. No Reino Unido, os passageiros enfrentarão 72 horas de hospitalização seguidas de seis semanas de isolamento domiciliar. Autoridades britânicas também mobilizaram médicos militares para Tristão da Cunha, onde um morador é suspeito de infecção após desembarcar do navio no mês passado. Na Holanda, um voo de evacuação pousou em Eindhoven transportando cidadãos de diversas nacionalidades, incluindo Argentina, Índia, Alemanha, Bélgica, Grécia, Portugal, Ucrânia, Guatemala, Filipinas e Montenegro. Na Espanha, uma mulher suspeita de contaminação testou negativo.

Durante a evacuação, os passageiros puderam levar apenas documentos, celulares e carregadores, abandonando as demais bagagens. O navio seguirá para Roterdã para passar por desinfecção, mantendo a bordo parte da tripulação e o corpo de um passageiro falecido.

Com informações de G1

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