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Portugal implementará estação de dessalinização no Algarve para diversificar o abastecimento de água potável

18 de Maio de 2026 às 18:10

Portugal construirá no Algarve uma estação de dessalinização com investimento de 107,9 milhões de euros e previsão de operação para 2028. A unidade terá capacidade inicial de 43,2 milhões de litros de água potável por dia. O projeto visa diversificar o abastecimento público da região

Portugal implementará estação de dessalinização no Algarve para diversificar o abastecimento de água potável
Portugal instala tomadas de água no mar para dessalinizadora no Algarve capaz de produzir 43 milhões de litros por dia.

Portugal implementará uma estação de dessalinização de água do mar no Algarve para diversificar as fontes de abastecimento público e reduzir a dependência de aquíferos e barragens. A medida responde ao cenário de vulnerabilidade hídrica no sul do país, agravado por secas prolongadas, irregularidade das chuvas e a alta demanda de consumo durante as temporadas turísticas.

Com investimento estimado em 107,9 milhões de euros e financiamento via Plano de Recuperação e Resiliência, a obra é coordenada pela Águas do Algarve e representa uma das maiores intervenções hídricas recentes em território português. A estrutura terá capacidade inicial de produção de 43,2 milhões de litros de água potável por dia, o que equivale a 500 litros por segundo ou 16 milhões de metros cúbicos anuais. O projeto prevê, ainda, a possibilidade de expansão futura para 750 litros por segundo, elevando a produção diária para 64,8 mil metros cúbicos e o volume anual para 24 milhões de metros cúbicos.

A operação técnica terá início com a captação de água bruta do Atlântico por meio de duas estruturas submersas com grelhas de proteção, localizadas a cerca de 2 km da costa. Esse material será transportado por condutas submarinas até a unidade de tratamento em terra, onde ocorrerá a remoção de sais e demais componentes impróprios para o consumo humano antes da integração à rede de distribuição pública. O sistema também inclui um emissário marítimo para o descarte controlado da salmoura, subproduto do processo de dessalinização, em área licenciada.

Grande parte da infraestrutura, incluindo sistemas de bombeamento e transporte, ficará enterrada ou submersa. Durante a fase de licenciamento, a instalação dessas estruturas no espaço marítimo nacional foi submetida a consulta pública. A operação em plena capacidade da planta dependerá de avaliação da Agência Portuguesa do Ambiente, que tratará a capacidade máxima como um recurso estratégico para períodos de escassez severa.

Previsto para entrar em funcionamento em 2028, o empreendimento enfrenta resistências de setores ligados à gestão territorial, ao meio ambiente e à pesca. Para monitorar a execução e os impactos da obra, o governo português estabeleceu um grupo de acompanhamento composto por universidades, municípios, organizações ambientais, pescadores e entidades públicas.

Com informações de Click Petróleo e Gás

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