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Qualidade do ar deve melhorar em Nova Jersey antes da final entre Espanha e Argentina

19 de Julho de 2026 às 09:06

A qualidade do ar em East Rutherford deve melhorar para a final da Copa do Mundo entre Espanha e Argentina neste domingo. Chuvas previstas para a região do MetLife Stadium devem reduzir a fumaça de incêndios florestais no Canadá

Qualidade do ar deve melhorar em Nova Jersey antes da final entre Espanha e Argentina
AP/Ryan Murphy

A qualidade do ar na região de East Rutherford, em Nova Jersey, deve apresentar melhora significativa antes da final da Copa do Mundo entre Espanha e Argentina, marcada para este domingo (19). A expectativa é que a fumaça proveniente de incêndios florestais no Canadá, que deixou o céu acinzentado e gerou alertas de poluição no nordeste dos Estados Unidos, perca força antes do jogo no MetLife Stadium.

Condições climáticas e impacto no jogo

A recuperação da atmosfera será impulsionada por uma frente de tempestades e uma frente fria que atravessou a região no sábado. De acordo com a AccuWeather e a WFLA-TV, a chuva deve limpar a concentração de partículas poluentes, transformando a densa fumaça em uma névoa leve.

Essa mudança deve alterar o Índice de Qualidade do Ar (AQI), que passará da categoria insalubre para grupos sensíveis para o nível "moderado", representando baixo risco para a maioria das pessoas, embora indivíduos mais sensíveis ainda possam notar resíduos da poluição. Para a partida, a previsão indica ventos fracos, baixa umidade e temperatura próxima aos 27°C.

Apesar da perspectiva positiva, o clima instável afetou a preparação dos atletas. A seleção da Espanha precisou interromper seu último treino ao ar livre devido ao mau tempo, que também provocou alertas de enchentes repentinas em Nova Jersey. No entorno do estádio, torcedores relataram não ter percebido alterações drásticas na qualidade do ar.

Crise ambiental no Canadá

Enquanto a situação se estabiliza na costa leste americana, o cenário no Canadá permanece crítico. O Sistema Canadense de Informações sobre Incêndios Florestais registra centenas de focos ativos. Em Ontário, quase 200 incêndios já devastaram uma área maior do que todo o período do ano anterior.

A província da Colúmbia Britânica teve um aumento súbito no número de focos após a incidência de milhares de raios na última sexta-feira. Outras regiões, como a Nova Escócia e o noroeste de Ontário, enfrentam queimadas que forçaram a evacuação de moradores. O avanço do fogo é atribuído a condições de seca, calor e baixa umidade, fatores intensificados pelas mudanças climáticas.

Tensões diplomáticas

O problema ambiental desencadeou um conflito político entre as nações. O presidente Donald Trump criticou a entrada de ar poluído em território americano, descrevendo a situação como uma "invasão" e ameaçando aplicar tarifas ao Canadá.

Em resposta, o primeiro-ministro canadense, Mark Carney, defendeu que o enfrentamento às mudanças climáticas é uma responsabilidade conjunta. Já o premiê de Ontário, Doug Ford, repudiou as falas de Trump, ressaltando o histórico de cooperação do Canadá em desastres naturais, como furacões e incêndios, nos Estados Unidos.

Especialistas alertam que, enquanto as chamas não forem controladas no Canadá, a fumaça poderá retornar a diversas áreas da América do Norte dependendo da direção dos ventos.

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