Relatório dos Estados Unidos acusa Cuba de coordenar espionagem e subversão em território americano
Relatório do Departamento de Estado dos EUA acusa Cuba de coordenar espionagem e subversão em território americano por quase setenta anos. O documento detalha a infiltração de agentes no governo e o apoio ao terrorismo de esquerda
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O Departamento de Estado dos Estados Unidos divulgou, nesta segunda-feira (20), um relatório que acusa Cuba de coordenar ações de subversão e espionagem em território americano ao longo de quase setenta anos. O documento detalha a infiltração de agentes em instâncias elevadas do governo dos EUA, o treinamento de ativistas e o suporte ao chamado terrorismo de esquerda.
Histórico de conflitos e inteligência
A tensão entre as duas nações remonta ao triunfo da Revolução Cubana em 1959. Embora Washington tenha saudado inicialmente o movimento, a dinâmica da Guerra Fria e a nacionalização de empresas americanas por Fidel Castro levaram à imposição de sanções. Em resposta, Havana consolidou alianças com Moscou e o bloco comunista.
O relatório sintetiza décadas de informações de inteligência, que incluem episódios como a tentativa de invasão da Baía dos Porcos em abril de 1961 e diversas operações para assassinar Castro. Do lado cubano, o governo apoiou e treinou guerrilhas no Caribe e na América Latina. O Departamento de Estado admite, contudo, que a ilha jamais possuiu capacidade militar para vencer os Estados Unidos em um confronto armado convencional.
Pressão econômica e política
Atualmente, a gestão de Donald Trump mantém a intenção de provocar uma mudança de regime em Cuba, que atravessa sua crise econômica mais severa em décadas. Embora Havana tenha implementado reformas econômicas recentes, o secretário de Estado, Marco Rubio, classificou as medidas como insuficientes.
A pressão se manifesta através de restrições comerciais:
- Embargo: Vigente desde a década de 1960, com flexibilizações pontuais para medicamentos e alimentos.
- Bloqueio de petróleo: Implementado no início deste ano, após a captura de Nicolás Maduro, agravando a precariedade financeira da ilha.
Trump já sinalizou que Cuba poderá seguir o caminho da Venezuela ao ceder à pressão americana, afirmando em junho que Washington assumiria o controle do território, situado a 145 km da Flórida, de forma quase imediata.
Combate ao terrorismo político
O documento do Departamento de Estado não estabelece novas sanções imediatas, mas lista organizações americanas ativas, como a National Network on Cuba (NNOC), sob suspeita. O relatório define a atuação de Cuba não como uma disputa territorial ou econômica, mas como uma revolução contra a civilização ocidental.
Na última semana, Marco Rubio coordenou em Washington um encontro com representantes de 66 países para discutir o ressurgimento do terrorismo político. Durante a reunião, Cuba foi reiterada como um Estado patrocinador do terrorismo. Para Rubio, a violência promovida pela extrema esquerda voltou a ser a principal ameaça não estatal global, superando o ciclo de jihadismo que predominou após os ataques de 11 de setembro de 2001.