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Senado da Colômbia rejeita candidato do presidente eleito Abelardo de la Espriella

21 de Julho de 2026 às 13:17

O presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella, teve seu candidato à presidência do Senado rejeitado nesta segunda-feira (20). A decisão ocorreu após aliança entre parlamentares de esquerda e da direita tradicional, elegendo um aliado de Álvaro Uribe

O presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella, enfrentou seu primeiro revés político nesta segunda-feira (20) ao ter seu candidato à presidência do Senado rejeitado. A derrota ocorre em um momento crítico de transição, já que o novo mandatário assume o cargo em 7 de agosto e necessita de apoio parlamentar para viabilizar as reformas prometidas em sua campanha.

A escolha do comando da Casa, realizada durante a instalação do novo Congresso eleito em março para um mandato de quatro anos, resultou na vitória de um integrante do partido ligado ao ex-presidente de direita, Álvaro Uribe. O resultado rompeu com a tradição colombiana, na qual um aliado do presidente eleito geralmente assume a presidência do Senado para agilizar a aprovação de medidas iniciais do governo.

Articulação parlamentar e isolamento político

A derrota de De la Espriella foi viabilizada por uma aliança incomum no cenário político do país: parlamentares de esquerda, derrotados no pleito de 21 de junho, uniram-se a setores da direita tradicional para barrar a indicação do presidente eleito. Após a votação, congressistas ligados tanto a Álvaro Uribe quanto ao atual presidente, Gustavo Petro, celebraram a decisão no plenário.

O cenário reflete a fragilidade da base de apoio de De la Espriella, que foi eleito com um discurso contra o establishment político. O campo que o sustentou durante as eleições ocupa apenas uma pequena fração das cadeiras na Câmara dos Representantes e no Senado, limitando sua capacidade de implementar a agenda governamental sem negociações extensas.

Agenda de governo e governabilidade

O novo presidente, advogado e empresário de 47 anos, planeja implementar medidas rigorosas, que incluem:

  • A redução de 40% da estrutura do Estado;
  • A ampliação de operações militares contra o narcotráfico;
  • A extinção do tribunal de paz estabelecido pelo acordo de 2016 com a guerrilha das FARC.

Diante da resistência no Legislativo, De la Espriella já havia sinalizado a possibilidade de governar via decretos presidenciais, embora a derrota no Senado torne a construção de alianças parlamentares ainda mais urgente.

Ameaças e segurança

Paralelamente à disputa política, a equipe de transição denunciou a existência de um plano de atentado contra o presidente eleito. Informações de inteligência indicam que integrantes do ELN e dissidências das Farc teriam oferecido recompensas para a execução do ataque.

Apesar dos alertas sobre infiltrações em eventos públicos e do aumento da violência no país, De la Espriella manteve sua agenda de transição e solicitou a abertura de uma investigação oficial sobre as ameaças.

Com informações de G1

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