Trump afirma que Estados Unidos reagirão se grupo Houthi bloquear navegação no Mar Vermelho
Donald Trump afirmou que os Estados Unidos reagirão caso o grupo Houthi bloqueie a navegação comercial no Mar Vermelho. O presidente americano também anunciou ataques iminentes à região da montanha de Pickaxe, no Irã
Donald Trump afirmou, nesta terça-feira (21), que os Estados Unidos reagirão caso o grupo Houthi concretize a ameaça de bloquear a navegação comercial no Mar Vermelho. A declaração ocorreu durante coletiva de imprensa no Salão Oval da Casa Branca, com a presença do presidente libanês Joseph Aoun.
Tensões no Estreito de Bab el-Mandeb
O grupo extremista, originário do norte do Iêmen e apoiado pelo Irã, anunciou na última segunda-feira (20) um embargo marítimo contra a Arábia Saudita. Os Houthis também ameaçam fechar o Estreito de Bab el-Mandeb, passagem estratégica que conecta o Mar Vermelho ao Oceano Índico e serve como rota para cerca de 7% do petróleo e das mercadorias transportadas entre a Ásia e a Europa rumo ao Canal de Suez.
A possibilidade de fechamento do estreito, a segunda maior rota de exportação de petróleo do Oriente Médio, estava em alerta caso houvesse ataques americanos à infraestrutura energética iraniana, ação que ocorreu na noite de domingo (19).
Ofensiva contra o Irã
Além da resposta aos Houthis, Trump anunciou que as forças americanas atacarão, em breve, a região da montanha de Pickaxe, localizada próxima às instalações de enriquecimento de urânio de Natanz, no Irã. O local já apresenta danos significativos decorrentes do conflito.
O presidente americano defendeu a intensificação dos ataques contra o governo de Teerã, alegando que o país está desesperado por um novo acordo de paz.
Contexto do grupo Houthi
Fundados na década de 1990, os Houthis assumiram o controle de Sanaa, capital do Iêmen, em 2014, evento que deu início a uma guerra civil. Desde o começo do conflito entre Israel e Hamas, em 2023, o grupo ampliou a ofensiva com o lançamento de mísseis e drones contra Israel e ataques a navios no Mar Vermelho, justificando as ações como apoio aos palestinos.